Cigarros eletrônicos com efeito gelado podem representar risco extra ao coração, aponta pesquisa
O hábito de usar cigarros eletrônicos ganhou as ruas e se tornou parte da rotina de muitos jovens e adultos. No entanto, as versões do vape que trazem uma sensação refrescante — os...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 16/06/2026 às 17:55
O hábito de usar cigarros eletrônicos ganhou as ruas e se tornou parte da rotina de muitos jovens e adultos. No entanto, as versões do vape que trazem uma sensação refrescante — os famosos sabores mentolados e “ice” — acabam de entrar na mira da ciência por um motivo preocupante. Um novo alerta indica que esses produtos podem esconder um risco extra e silencioso para a saúde do coração.
Um estudo publicado na revista científica Circulation: Arrhythmia and Electrophysiology revelou que os ingredientes responsáveis por aquela sensação gelada na garganta podem desregular o ritmo cardíaco. Contudo, o maior perigo está no aumento do risco de arritmias. Essa condição médica, em cenários mais graves, tem potencial para evoluir para uma parada cardíaca.
A pesquisa foi desenvolvida por cientistas da Universidade de Louisville, nos Estados Unidos. O foco dos pesquisadores foi analisar o impacto de dois agentes resfriantes sintéticos muito comuns na indústria do vape: o WS-3 e o WS-23. Os compostos são amplamente utilizados pelas marcas para criar o efeito gelado durante a inalação, sem que isso mude o sabor principal do produto.
Para entender como o corpo reage a essa mistura, os especialistas realizaram testes em laboratório utilizando células cardíacas humanas.
Os resultados chamaram a atenção da comunidade médica:
Batimentos prematuros: Os agentes refrescantes provocaram oscilações na frequência cardíaca
Efeito multiplicado: Em alguns testes, a substância WS-23 chegou a triplicar os episódios de batimentos cardíacos irregulares quando comparada aos vapes que tinham apenas nicotina.
Células sob estresse: Nas células humanas, os compostos mantiveram a normalidade em momentos de repouso.
Por outro lado, o ritmo mudou quando as células foram submetidas a condições que simulavam o estresse hormonal. Esse cenário é semelhante ao impacto da nicotina no organismo.
De qualquer forma, entidades como a American Heart Association reforçam que, embora os cigarros eletrônicos tenham menos substâncias tóxicas do que o cigarro comum, eles continuam longe de ser seguros. O vapor ainda carrega nicotina, metais pesados e outros componentes que podem agredir o coração e os pulmões.