PM apreende arma registrada em nome de Bolsonaro durante blitz no DF
Arma de fogo apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal durante uma blitz em Taguatinga, na noite de segunda-feira (15), está registrada em nome do ex-presidente Jair Bols...
POR A NOTICIA DO CEARÁ
Publicado em 16/06/2026 às 19:21

Arma de fogo apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal durante uma blitz em Taguatinga, na noite de segunda-feira (15), está registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A informação consta em despacho do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a decisão, uma consulta ao Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma), do Exército Brasileiro, confirmou que a pistola Glock calibre 9 milímetros pertence ao ex-presidente.
O armamento foi encontrado no interior de um veículo oficial conduzido pelo militar do Exército Estácio Leite da Silva Filho, que integra a equipe de segurança de Bolsonaro.

De acordo com o boletim de ocorrência, além da arma institucional regularmente portada pelo militar, os policiais encontraram uma segunda arma de fogo no veículo. O militar informou que não portava a documentação do armamento no momento da abordagem e declarou que a pistola pertencia ao ex-presidente.
Em depoimento, Estácio afirmou que a arma apresentava uma falha mecânica e havia sido retirada da residência de Bolsonaro para reparo. Segundo ele, o armamento seria devolvido ao ex-presidente nesta terça-feira (16).
A ocorrência foi registrada na 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Sul. O militar foi liberado após prestar depoimento, e o caso será investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal.
Em nota, a PMDF informou que não confirma a propriedade do armamento apreendido e ressaltou que a identificação da origem, regularidade e eventual vinculação da arma a qualquer pessoa depende da análise dos órgãos responsáveis pela investigação.
Após ser informado sobre a apreensão, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a defesa de Jair Bolsonaro apresente esclarecimentos, no prazo de 24 horas, sobre a manutenção da arma durante o período de prisão domiciliar humanitária.
O ministro também questionou o motivo pelo qual o ex-presidente teria solicitado a manutenção do armamento às vésperas do encerramento do prazo inicial de 90 dias da medida.
Moraes ainda requisitou informações ao comandante do 19º Batalhão da PMDF sobre o cumprimento das medidas de fiscalização impostas no regime domiciliar, incluindo a realização de revistas nos veículos que deixam a residência do ex-presidente.
Em nota, o Gabinete de Segurança Institucional esclareceu que não é responsável pela segurança dos ex-presidentes da República. Segundo o órgão, os servidores que atuam nessa função são de livre indicação dos ex-chefes do Executivo e não possuem subordinação operacional ao GSI.
Até a publicação desta reportagem, a defesa de Jair Bolsonaro e a do militar Estácio Leite da Silva Filho não haviam se manifestado.
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