Chegou a hora da decisão: 158 milhões de eleitores voltam às urnas para escolher, entre Flávio e Lula, o novo presidente
Chegou a hora da decisão. Neste domingo, os brasileiros voltam às urnas para escolher quem comandará o País pelos próximos quatro anos. São 158,7 milhões de eleitores e eleitoras q...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 25/10/2026 às 06:00
Chegou a hora da decisão. Neste domingo, os brasileiros voltam às urnas para escolher quem comandará o País pelos próximos quatro anos. São 158,7 milhões de eleitores e eleitoras que estão sendo chamados a vota no segundo turno. No Ceará, estão 6,9 milhões de votantes.
De um lado, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Do outro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. Ambos empatados tecnicamente nas pesquisas, com vantagem numérica de Flavio.
O vencedor assumirá um novo mandato em 1º de janeiro de 2027 e terá pela frente quatro anos de decisões sobre economia, emprego, programas sociais, segurança, educação, saúde, relações institucionais e os rumos políticos do País.
CAMPANHA POLARIZADA ATÉ O ÚLTIMO MOMENTO
A disputa chegou ao segundo turno marcada por forte polarização entre Lula e Flávio. As últimas pesquisas do DataFolha e Quaest, divulgadas, na noite deste sábado (24), mostram Flávio com 51% dos votos válidos, enquanto Lula aparece com 49%.
No primeiro turno, Flávio terminou à frente e entrou na fase final da campanha com vantagem numérica em diferentes levantamentos eleitorais. O candidato do PL manteve a dianteira nas pesquisas.
Nas últimas 72 horas antes da votação, porém, o cenário ficou mais apertado. Lula reduziu a diferença, apareceu tecnicamente empatado em diferentes levantamentos e aumentou o entusiasmo de sua militância.
Na sexta-feira e no sábado, aliados dos dois candidatos intensificaram atos de rua, carreatas, caminhadas, mobilizações nas redes sociais e articulações políticas em diferentes regiões do País.
LULA APOSTA EM DEMOCRACIA, DIÁLOGO E PROGRAMAS SOCIAIS
Na reta final, a campanha de Lula passou a reforçar a mensagem de que sua reeleição representaria a continuidade de uma agenda baseada, segundo os petistas, em defesa da democracia, diálogo institucional, ausência de perseguições políticas e preservação de políticas sociais e econômicas voltadas principalmente às parcelas mais pobres da população.
Os aliados do presidente também intensificaram a defesa de programas de transferência de renda, políticas de valorização do salário mínimo, geração de emprego e iniciativas destinadas às famílias que dependem de benefícios sociais para complementar a renda.
A estratégia petista busca convencer o eleitor de que uma nova gestão Lula manteria e ampliaria essas políticas.
FLÁVIO BUSCA CONSOLIDAR VANTAGEM DO PRIMEIRO TURNO
Do outro lado, Flávio Bolsonaro tenta transformar em vitória no segundo turno a vantagem obtida na primeira votação e mantém o discurso de que, eleito, fará fortes mudanças na economia, com redução dos juros, dos impostos e do tamanho do estado.
Sua campanha passou as últimas semanas reforçando críticas ao governo Lula e apresentando propostas de mudança na condução econômica, administrativa e política do País.
Flávio também recebeu apoios de lideranças e antigos candidatos que ficaram fora do segundo turno e apostou na mobilização de eleitores de oposição ao atual governo.
DECISÃO NAS URNAS
Depois de semanas de debates, ataques, propostas, disputas judiciais, manifestações de rua e campanhas intensas nas redes sociais, a palavra final passa agora para o eleitor.
Lula e Flávio chegam ao domingo separados por uma disputa apertada, em uma eleição que mobilizou o País e colocou frente a frente dois projetos políticos distintos.
O voto deste domingo definirá quem governará o Brasil entre 1º de janeiro de 2027 e 31 de dezembro de 2030.