Celular Android fica mais lento mesmo após 3 anos de uso? Nós tiramos a prova
Um celular Android necessariamente perde desempenho conforme envelhece? Será que as atualizações da Samsung vão deixando o celular mais lento com o temp...
POR CANALTECH
Publicado em 06/08/2026 às 16:20
Um celular Android necessariamente perde desempenho conforme envelhece? Será que as atualizações da Samsung vão deixando o celular mais lento com o tempo? Para tirar a prova, repeti no Galaxy S22 Ultra os testes do 3DMark usados no review que o Canaltech publicou em 2022, logo após o lançamento. O aparelho avaliado agora foi comprado em julho de 2023 e permaneceu como meu celular principal por três anos.
Os números não indicaram qualquer queda. Pelo contrário, o smartphone alcançou resultados um pouco maiores nos dois testes, embora essa diferença não signifique que o hardware tenha ficado mais potente com o tempo, apesar de atualizações de software serem as possíveis responsáveis por um aumento no desempenho em testes padrões como este.
Benchmark ficou melhor após três anos
No Wild Life Unlimited, o Galaxy S22 Ultra marcou 10.037 pontos em 2022. Agora, chegou a 10.227 pontos, um avanço de cerca de 1,9%.
A diferença foi maior no Wild Life Extreme Unlimited. O resultado passou de 2.292 para 2.488 pontos, aumento de aproximadamente 8,6%.
| Teste | Resultado em 2022 | Resultado em 2026 | Diferença |
|---|---|---|---|
| Wild Life Unlimited | 10.037 | 10.227 | +1,9% |
| Wild Life Extreme Unlimited | 2.292 | 2.488 | +8,6% |
De acordo com os benchmarks, portanto, não houve uma queda mensurável de desempenho. Neste aparelho, três anos de uso diário não foram suficientes para provocar uma perda que aparecesse nos resultados.
É importante, porém, não tratar a pontuação maior como uma evolução real do celular. Os aplicativos mudam ao longo do tempo, e isso inclui tanto o próprio benchmark quanto os jogos e serviços usados no cotidiano. Os testes de 2022 e 2026, portanto, não reproduzem um ambiente absolutamente idêntico.
Isso também impede afirmar que não houve nenhuma perda, por menor que seja. Caso exista uma redução discreta, ela ficou abaixo do que conseguimos medir e pode ter sido compensada pelas mudanças no software. Caso houvesse uma queda de desempenho notável, os números deixariam pelo menos parte disso transparecer, na minha visão.
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No uso real, o S22 Ultra ainda é rápido
Os resultados não ficaram apenas no benchmark. No uso cotidiano, o Galaxy S22 Ultra continua extremamente rápido para tarefas comuns. Os aplicativos abrem sem demora perceptível, e o sistema não apresenta engasgos que denunciem a idade do aparelho.
Em atividades mais pesadas, como jogos, o comportamento também permanece satisfatório. Não percebo travamentos ou perda de fluidez que prejudiquem a experiência.
O aquecimento continua presente
Nem tudo mudou. Assim como há três anos, o Galaxy S22 Ultra ainda aquece bastante em alguns cenários. Isso ocorre principalmente ao gravar vídeos em 4K ou executar jogos.
O calor, portanto, não apareceu como um sinal novo de envelhecimento. Ele já fazia parte do comportamento do modelo quando era mais recente e continua perceptível hoje.
A bateria é o principal sinal da idade
Se o desempenho resistiu bem ao tempo, a bateria não teve o mesmo resultado. Após três anos de uso, a autonomia já não se chega perto do que o celular entregava quando era mais novo.
Atualmente, a carga mal consegue chegar ao fim de um dia de uso moderado a intenso. Essa é a mudança mais perceptível na rotina: a velocidade continua alta, mas as recargas se tornaram mais frequentes.
Celular Android fica mais lento após três anos?
O teste com o Galaxy S22 Ultra mostra que isso não acontece necessariamente. As pontuações do 3DMark ficaram ligeiramente maiores, e o uso cotidiano não revelou travamentos ou perda perceptível de velocidade.
O resultado não permite generalizar o comportamento para todo celular Android, nem descartar uma diferença pequena que o teste não conseguiu medir. Ainda assim, dentro do que os benchmarks e a experiência prática mostraram, o aparelho preservou seu desempenho após três anos.
Neste caso, a idade aparece com muito mais clareza na bateria do que no chipset. Se hoje o Galaxy S22 Ultra ainda é um baita celular, em 2022, quando foi lançado, ele se destacava como o celular Android mais completo da época.
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