Ceará registra saída de 276 mil famílias do Bolsa Família desde 2023
O Ceará contabilizou a saída de mais de 276 mil famílias do Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026. Segundo dados do Governo Federal, os desligamentos ocorreram após aume...
POR A NOTICIA DO CEARÁ
Publicado em 01/06/2026 às 20:30
O Ceará contabilizou a saída de mais de 276 mil famílias do Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026. Segundo dados do Governo Federal, os desligamentos ocorreram após aumento da renda familiar, impulsionado principalmente pela inserção no mercado de trabalho formal e pelo empreendedorismo.
Apenas em maio deste ano, 14,6 mil famílias cearenses deixaram de receber o benefício. O grupo é formado por beneficiários que ultrapassaram os limites estabelecidos pela Regra de Proteção ou que concluíram o período previsto para permanência nessa modalidade.
Entre os municípios cearenses, Fortaleza registrou o maior número de desligamentos no período, com 3,7 mil famílias fora do programa. Na sequência aparecem Caucaia, com 815 saídas, Maracanaú (497), Juazeiro do Norte (316) e Maranguape (274).

Também integram a lista das cidades com mais famílias que deixaram o Bolsa Família por melhora da condição econômica os municípios de Sobral (263), Crato (245), Cascavel (189), Quixadá (175) e Aquiraz (165).
Em todo o Brasil, mais de 5,1 milhões de famílias saíram do programa social desde a retomada do Bolsa Família, em março de 2023. Os maiores quantitativos foram registrados em São Paulo (745,6 mil), Distrito Federal (546 mil), Bahia (487,6 mil), Minas Gerais (430,2 mil) e Rio de Janeiro (393,7 mil).
No recorte das capitais brasileiras, São Paulo liderou o número de desligamentos em maio de 2026, com 7.312 famílias. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (4.387), Fortaleza (3.790), Salvador (3.095) e Brasília (1.896).
Criada na reformulação do programa, a Regra de Proteção permite uma transição gradual para as famílias que ampliam seus rendimentos. Mesmo após ultrapassar o limite de R$ 218 por pessoa, o beneficiário pode continuar recebendo 50% do valor do Bolsa Família por até 12 meses, desde que a renda per capita permaneça abaixo de R$ 706.

Para o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, os números demonstram o impacto das políticas voltadas à geração de renda e à inclusão produtiva. “O novo modelo estimula o emprego. Só de 2023 para cá, 5,1 milhões de famílias saíram da pobreza. Saíram do Bolsa Família porque passaram a ter um emprego ou começaram a empreender”, afirmou.
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que 80% das vagas com carteira assinada criadas no primeiro trimestre de 2026 foram ocupadas por pessoas inscritas no Cadastro Único, segundo cruzamento realizado pelo Governo Federal.
Na avaliação de Wellington, os indicadores reforçam a presença dos beneficiários do programa no mercado formal de trabalho. “Os números confirmam as estatísticas relacionadas à presença dos beneficiários no mercado formal e refutam afirmações infundadas de que as famílias não querem arranjar emprego”, declarou.
Levantamento divulgado pela FGV Social aponta ainda que a renda do trabalho da população mais pobre avançou 10,7% em 2025. O resultado ficou acima da média nacional e foi impulsionado pela expansão do emprego formal e pelos mecanismos de proteção previstos no Bolsa Família.
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