Ceará reduz subutilização da força de trabalho em 22% no segundo trimestre de 2026
Estado passou de 923 mil, em 2025, para 718 mil pessoas subutilizadas, em 2026, enquanto taxa de ocupação ficou praticamente estável, em 48,4% The post Ceará reduz subutilização d...
POR O ESTADO
Publicado em 18/08/2026 às 01:24
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), dados sobre a ocupação da população brasileira no segundo trimestre de 2026. A pesquisa aponta estabilidade nos níveis de ocupação com 58%, em relação ao mesmo período de 2025. Esse percentual é de pessoas com 14 anos ou mais que estão trabalhando em relação ao total de pessoas em idade de trabalhar. No Ceará, o índice ficou em 48%, abaixo da média nacional, porém estável em relação ao período anterior.
O levantamento do IBGE mostrou ainda que o Brasil tem mais de 5,8 milhões de pessoas desocupadas, percentual -6% menor que o registrado no mesmo período de 2025, quando eram 6,2 milhões de desocupados, provocando uma sensível queda na taxa de desocupação de 0,4 pontos percentuais (p.p.). O IBGE classifica como pessoas desocupadas, aquelas sem trabalho remunerado, sem ajuda familiar na semana analisada e que procuraram trabalho ativamente nos últimos 30 dias e que tinham disponibilidade para começar a trabalhar imediatamente.
Os dados mostraram que a subutilização também caiu no período. No segundo trimestre de 2025, o número de pessoas subutilizadas era de mais de 16,4 milhões, enquanto o mesmo período de 2026 registrou 14,6 milhões de indivíduos nessa condição. São incluídas nessa situação, pessoas que formam um grupo mais amplo do que apenas os desempregados. Esse indicador mede o desperdício de força de trabalho no país, somando quem não tem emprego com quem trabalha menos do que poderia ou gostaria.
Já a taxa composta de subutilização da força de trabalho do IBGE, que mede o desperdício ou o uso incompleto do potencial de trabalho do país, ficou em 12,9% nos dois períodos.
Ceará
A taxa de ocupação dos cearenses caiu 0,2 p.p. saindo de 48,6%, em 2025, para 48,4%, em 2026. O número de pessoas desocupadas também se manteve estável no Ceará, com cerca de 257 mil pessoas nessa situação, assim como a taxa de desocupação que ficou em 6,6%.
As maiores quedas contabilizadas no Ceará, na comparação do segundo trimestre de 2025 e o de 2026, foram no número de pessoas subutilizadas na força de trabalho ampliada e na taxa composta de subutilização. No primeiro item, o Estado saiu de 923 mil para 718 mil subutilizações, queda de aproximadamente 22% no período. Enquanto no segundo, a redução foi de 4,2 p.p., saindo de 21,4%, em 2025, para 17,2%, em 2026.
O secretário executivo do Trabalho Empreendedorismo da Secretaria do Trabalho do Ceará, Paulo Ferreira, observou que as taxas se mantiveram estáveis, contudo destacou alguns pontos. O primeiro diz respeito à formalização no setor privado, com aumento de 58 mil com carteiras assinadas. Em seguida, ele ressaltou o rendimento médio que era de R$ 2.446 e passou para R$ 2.727 o que, segundo ele, garante o maior poder aquisitivo, especialmente aos empregados.
O executivo pontuou ainda a redução de 70 mil no número de desalentados. “Isso significa que tem mais gente acreditando que tem vaga no mercado de trabalho, ou seja, mais pessoas acreditando que podem conseguir o trabalho, esse é um número bem importante”.
Por fim, Paulo Ferreira salientou a redução no percentual da subutilização da força de trabalho que atingiu o menor patamar da série histórica que começou a ser medido pelo IBGE, desde 2012.
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