Ceará lidera adesão ao pacto nacional contra o feminicídio com apoio de Janja da Silva
Ceará é o primeiro estado a aderir ao Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, fortalecendo a luta pela vida das mulheres. O post Ceará lidera adesão ao pacto nacional contra o...
POR SOBRAL ONLINE
Publicado em 26/06/2026 às 00:06

O Ceará se tornou o primeiro estado do Brasil a aderir formalmente ao Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, um marco significativo na luta contra a violência de gênero no país. A iniciativa, idealizada e articulada pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, foi apresentada em um ato solene em Fortaleza, reforçando o compromisso das esferas governamentais e da sociedade civil com a proteção e a vida das mulheres.
O evento, que contou com a presença de diversas autoridades e lideranças, sublinha a urgência de políticas públicas eficazes e a importância da união de esforços para enfrentar um dos mais graves problemas sociais do Brasil. A adesão pioneira do Ceará sinaliza um caminho para outros estados, demonstrando que a cooperação interinstitucional é crucial para avançar na erradicação do feminicídio.
Adesão Histórica e Mobilização Nacional
Nesta quinta-feira, a capital cearense foi palco da apresentação do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, um movimento que busca fortalecer as políticas de prevenção, proteção e combate à violência de gênero. A primeira-dama Janja da Silva, figura central na articulação da iniciativa, esteve acompanhada do governador Elmano de Freitas, da vice-governadora Jade Romero e da primeira-dama do Ceará, Lia de Freitas, em um ato que simboliza a união de forças em prol da causa.
A cerimônia, realizada no Museu da Imagem e do Som (MIS), reuniu representantes dos Três Poderes – Executivo Federal, Legislativo e Judiciário – destacando a abrangência e a seriedade do compromisso. A presença de ministros, como José Guimarães (Relações Institucionais) e Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome), além de autoridades estaduais e municipais, como o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, e a vice-prefeita, Gabriela Aguiar, reforça a capilaridade da mobilização.
União de Forças Contra o Feminicídio e a Violência de Gênero
O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado neste ano, tem como foco primordial o enfrentamento direto ao feminicídio e a garantia da vida de meninas e mulheres em todo o território nacional. Entre as medidas estratégicas propostas, destacam-se a celeridade e efetividade no cumprimento das medidas protetivas de urgência, um pilar fundamental para a segurança das vítimas.
Além disso, a iniciativa prevê a promoção de informações abrangentes sobre os direitos de meninas e mulheres para toda a sociedade, visando empoderar as vítimas e informar a população. Um ponto crucial é a sensibilização de meninos e homens para a defesa dos direitos das mulheres e o enfrentamento da violência de gênero, buscando uma mudança cultural profunda e duradoura.
Medidas Estratégicas e Resultados Iniciais
O governador Elmano de Freitas expressou sua gratidão pela iniciativa e pela presença da primeira-dama, ressaltando a importância de um pacto nacional para a sociedade. Ele destacou a rede de enfrentamento à violência contra as mulheres já existente no Ceará, mas enfatizou a necessidade de avançar ainda mais para construir uma sociedade justa, onde as mulheres possam viver em paz e serem respeitadas.
A primeira-dama Janja da Silva reiterou que a cooperação entre os poderes é fundamental para enfrentar um problema tão complexo e urgente. Ela salientou que a união de esforços, recursos e vontade política amplia a capacidade de proteger mulheres e meninas, salvar vidas e transformar realidades, marcando uma nova etapa da mobilização nacional em defesa da vida das mulheres.
A vice-governadora Jade Romero complementou, mencionando que o pacto se soma a ações já desenvolvidas no estado, como o programa Tempo de Justiça. Este programa, fruto de uma parceria interinstitucional, visa dar celeridade à investigação e ao julgamento de crimes dolosos contra a vida e feminicídios. Ela informou que mais de 80% dos casos de feminicídio, tentados e consumados, são julgados em menos de 400 dias no Ceará, com um caso recorde julgado em menos de três meses.
Ceará na Vanguarda do Enfrentamento
Os encontros estaduais do pacto têm o objetivo de ampliar a articulação, aprofundar o diagnóstico sobre as causas da violência de gênero e incentivar a implementação de políticas públicas de prevenção e proteção às mulheres. A agenda, coordenada pela Secretaria de Relações Institucionais (SRI), já aponta resultados promissores: entre abril e maio, os casos de feminicídio registraram uma queda de 11% em relação ao mesmo período do ano passado, coincidindo com o período de implementação do Pacto Brasil Contra o Feminicídio.
O ministro José Guimarães enfatizou a importância de aproximar o tema da população, fazendo com que o pacto esteja presente no cotidiano das pessoas, em casa, nas ruas e na escola. Ele destacou que a violência não tem território definido, e que o momento no Ceará representa um compromisso vital com a vida.
A Voz das Sobreviventes: Transformando Dor em Luta
A cearense Ana Clara Antero, uma sobrevivente de tentativa de feminicídio, esteve presente no evento e destacou a importância do pacto como um instrumento de proteção. Ela ressaltou que toda mulher tem o direito de viver e que o fomento de campanhas governamentais dá mais voz às vítimas.
Ana Clara, cujo caso em Quixeramobim ganhou repercussão nacional após receber atendimento ágil em unidades como o Instituto Doutor José Frota (IJF), espera fortalecer sua atuação na defesa da causa. Seu recado é claro: “Se você estiver passando por algum tipo de agressão, denuncie. Eu sei que não é fácil, mas não queira que o pior aconteça com você.” Sua história é um testemunho da urgência e da necessidade de políticas eficazes para garantir a segurança e a vida das mulheres.
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