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Ceará / 26.06.2026

Cadeiras da torrinha do José de Alencar são totalmente removidas

Espaço ficou sem assentos após detecção de problemas em parte da mobília. Retirada total, no entanto, reduz capacidade de público The post Cadeiras da torrinha do José de Alencar s...

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POR O ESTADO

Publicado em 26/06/2026 às 01:30

Cadeiras da torrinha do José de Alencar são totalmente removidas
© FONTE: O Estado

A Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult-CE) retirou todos os assentos da Torrinha do Theatro José de Alencar (TJA), até mesmo as sem defeito, com a finalidade de substituição do mobiliário. No início deste mês, O Estado teve acesso a imagens do local que mostram uma cadeira defeituosa e pelo menos dez espaços vazios na sequência de lugares e questionou, no dia 15, a pasta estadual sobre os problemas presentes.

Como resposta, a Secult CE disse que havia feito a remoção de toda a estrutura, que fica no espaço do 3º andar do equipamento. Questionada na sequência sobre a recolocação das cadeiras, a Secult CE não informou a data para recolocação. No último dia 6, durante apresentação de espetáculo no Theatro José de Alencar, parte do público que havia adquirido ingresso para assistir ao espetáculo ficou em pé ou se acomodou de maneira apertada no outro espaço do andar, uma espécie de arquibancada.

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Imagem do dia 6/6/26 mostra parte dos assentos defeituosos
Crédito: Arquivo pessoal

A secretaria pontua que as cadeiras do Theatro estão, “em sua maioria, em estado íntegro de preservação”, mas menciona “desafios estruturais’’ em relação aos assentos. Estes, exigem “atenção e fluxo específicos’’, levando em consideração a fragilidade do material apontado pela pasta e a suposta “desatenção” do público sobre a conservação do equipamento. “Algumas pessoas excedem o peso dos assentos com crianças nos colos ou mochilas pesadas, outras colam chicletes ou bombons nas mesmas, e algumas ficam em pé ou de joelhos, dentre outras más utilizações, mesmo com os avisos da equipe do que não fazer’’, disse a Secult CE.

A pasta sinaliza que, devido a programação do equipamento, que acontece de quarta a domingo, e a variação da data de manutenção, “algumas pessoas vão visualizar as cadeiras entre manutenções, outras vão perceber a integralidade das mesmas’’. Ao final de cada espetáculo, a gestão do TJA informa que uma equipe de produção atua na vistoria do mobiliário, auxiliando com informações sobre o estado dos assentos para manutenção e administração. 

R$44 milhões

De acordo com a Secult, o Theatro aguarda um projeto de restauro. O  equipamento possui, segundo a pasta, “desafios estruturais”, que exigem reparação minuciosa e mais ampla. Entre eles, a secretaria cita a reforma de estruturas metálicas e de elementos artísticos, como pinturas e vitrais, bem como a aquisição de equipamentos que modernizem o espaço para melhor acolhimento tanto dos artistas quanto do público.

Para isso, duas propostas de reforma correm em paralelo. A primeira prevê a elaboração de projetos arquitetônicos através do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), com proposta para aplicação de recursos de R$328,5 mil em frentes como restauro de elementos artísticos integrados; instalações elétricas e estruturação de cabos. “Por se tratar de um prédio centenário e tombado em nível federal, a elaboração desses projetos deve ser feita por empresa especializada na área de restauro e aprovada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Apenas depois dos projetos prontos, será estudada a viabilização da obra’’.

Já a segunda, o Instituto Dragão do Mar inscreveu na Lei Rouanet um projeto estimado em aproximadamente R$44 milhões para custear o restauro completo do equipamento. Segundo a pasta, o projeto ainda aguarda captação de recursos, sem data específica para início de obra. A Secult CE afirma que o equipamento recebe, via contrato de gestão, o valor bianual 25/27 de R$764.268,61 e espera conseguir dar a ordem de serviço para o restauro do Theatro.

A secretaria acrescenta que o processo levará “provavelmente” dois anos, em virtude da complexidade arquitetônica do equipamento. Também menciona reformas recentes como obras da Superintendência de Obras Públicas (SOP) em seu Anexo e que os jardins do Theatro passam por manutenção a cada três meses e são dedetizados trimestralmente. A Secult finaliza dizendo que “não há espaços como problemas estruturais atualmente’’. (Por Júlia Lopes, estagiária sob supervisão de editores)

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