Casos de síndrome respiratória crescem em crianças e adolescentes no Brasil
O número de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) cresceu em crianças e adolescentes de até 14 anos de idade no Brasil, segundo o Boletim Infogripe da Fiocruz, divulga...
POR SOBRAL ONLINE
Publicado em 04/09/2026 às 13:49

O número de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) cresceu em crianças e adolescentes de até 14 anos de idade no Brasil, segundo o Boletim Infogripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (3). Três estados brasileiros entraram em nível de alerta para o aumento de incidência da doença.
A nova edição do boletim aponta que o crescimento constante dos casos nessa faixa etária está associado, principalmente, ao rinovírus. O registro dos casos é referente à Semana Epidemiológica 34, entre os dias 23 a 29 de agosto.
De acordo com a Fiocruz, três dos estados brasileiros apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco há duas semanas, sendo eles Alagoas, Goiás e Paraíba, com sinal de crescimento até a Semana 34.
Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave crescem em todos os estados
Segundo o estudo, nesses estados, o aumento se concentra principalmente nas crianças de até 4 anos.
Em Alagoas, o registro de aumento de SRAG também se destaca nas faixas etárias de 5 a 14 anos e 15 a 49 anos. Em Alagoas e na Paraíba, além do rinovírus, observa-se forte presença do metapneumovírus.
Outros dez estados também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento a longo prazo:
Amazonas;
Maranhão;
Mato Grosso;
Mato Grosso do Sul;
Paraná;
Rio Grande do Sul;
Rio de Janeiro;
Roraima;
Santa Catarina;
Sergipe.
Entre as capitais em nível de alerta, risco ou alto risco, com indícios de crescimento de SRAG até a Semana 34, estão Aracaju, Boa Vista, Goiânia, João Pessoa, Salvador e Vitória.
Casos notificados
Em 2026, foram registrados 144.599 casos de SRAG, sendo 54% com resultado positivo para algum vírus respiratório, 35,2% negativos, e cerca de 5,1% aguardando resultado.
Dos casos positivos, 41,7% são de vírus sincicial respiratório, 30,7% de rinovírus, 17,5% são de influenza A, 5,4% de influenza B, e 3,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Nas quatro últimas semanas do registro epidemiológico, a proporção entre os casos positivos foi de 44,3% de rinovírus, 31,9% de vírus sincicial respiratório, 6,9% de influenza B, 3,6% de influenza A e 2,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Entre os vírus mencionados, o rinovírus foi o maior responsável pelas mortes registradas, com 34,2% dos casos.
Incidência de SRAG
A incidência da síndrome é maior em crianças pequenas e está associada principalmente ao VSR (Vírus Sincicial Respiratório). A mortalidade, no entanto, é maior entre os idosos e tem como principal causa o vírus da influenza A, rinovírus e VSR.
O VSR e o rinovírus também se destacam como principais causas de mortalidade nas crianças pequenas. Já a incidência de SRAG por Covid-19 é considerada baixa em todas as faixas etárias.
Apesar do aumento no registro de SRAG, as ocorrências relacionadas ao VSR estão em constante queda na maior parte do país, com exceção de Roraima, onde o número de hospitalizações pelo vírus tem crescido.
Os casos de VSR, porém, ainda estão um pouco elevados neste período na Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Sergipe e Rio Grande do Sul.
Fonte:CNN Brasil
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