Candidatura de Aécio Neves faz rearranjo na disputa pelo Senado em Minas Gerais
Montagem mostra os candidatos ao Senado por Minas Marília Campos, Aécio Neves, Carlos Viana e Domingos Sávio Luci Sallum; Leonardo Milagres/g1; Carlos Moura/Agência Senado;...
POR G1 POLÍTICA
Publicado em 02/09/2026 às 04:00

Montagem mostra os candidatos ao Senado por Minas Marília Campos, Aécio Neves, Carlos Viana e Domingos Sávio
Luci Sallum; Leonardo Milagres/g1; Carlos Moura/Agência Senado; Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
A entrada de Aécio Neves (PSDB) na disputa por uma das duas vagas para o Senado por Minas Gerais que estão em jogo na eleição deste ano reconfigura o cenário eleitoral no estado. O nome do deputado federal e presidente do Partido da Social Democracia Brasileira, ex-senador e ex-governador de MG, entrou oficialmente na lista de candidaturas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (1º).
Aécio anunciou que se candidataria ao Senado na sexta-feira (28), menos de um mês após dizer que não disputaria nenhum cargo nas eleições de outubro.
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O tucano só foi lançado como candidato depois de uma articulação dentro da coligação formada por PDT e a federação PSDB-Cidadania para que Gustavo Galassi (PSDB) e Marcelo Heringer (PDT) não concorressem mais ao cargo de senador. Agora, em vez de 17 nomes, são 16 na disputa pelo Senado em Minas.
Antes da realização de convenções partidárias, momento em que os partidos definem que candidaturas serão lançadas, Aécio chegou a aparecer em pesquisas Quaest como um dos favoritos numa eventual disputa ao Senado. Ele ficava numericamente atrás apenas de Marília Campos (PT) (veja abaixo).
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Entenda o cenário a partir dos seguintes pontos:
Pesquisas com Aécio em abril e julho Convenções partidárias e pesquisas sem Aécio 'Mudança de rota' Pesquisas com Aécio em abril e julho Em 28 de abril, nos dois cenários em que aparecia, Aécio Neves tinha 11% das intenções de voto; atrás dele estava Carlos Viana (PSD), com 10%. Os dois ficavam, portanto, empatados dentro da margem de erro de três pontos percentuais para mais ou menos. Marília Campos teve 19% das intenções de voto nos mesmos dois cenários. Em 28 de julho, o nome de Aécio estava em três dos quatro cenários pesquisados e somava 16% das intenções de voto em todos eles; Viana ocupava novamente a terceira posição, com 11%, em dois dos cenários em que aparecia com Aécio. Marília Campos teve 18%, 20% e 19% nos três cenários em que aparecia com Aécio, o que mostrava os dois empatados dentro da margem de erro, em dois cenários. Convenções partidárias e pesquisas sem Aécio Entre o fim de julho e o início de agosto, os partidos realizaram convenções para formalizar quem pretendiam lançar como candidatos ao Senado. O anúncio feito por Aécio Neves de que, após 40 anos em mandatos, não iria participar das eleições, se deu em meio às articulações das siglas. Sem a presença dele no pleito, os levantamentos eleitorais realizados posteriormente revelaram os seguintes cenários: Em 21 de agosto, a pesquisa espontânea do Instituto Datafolha, que considerou o total de votos para as duas vagas no Senado, mostrava Marília Campos na liderança, com 11% das intenções; atrás dela estava Carlos Viana, com 8%. Os dois estavam tecnicamente empatados, dentro da margem de erro, de três pontos percentuais para mais ou menos. Em seguida, aparecia Domingos Sávio (PL), com 6%. Em 25 de agosto, a pesquisa espontânea da Quaest, que também combinou o total de votos para as duas vagas, mostrava Marília com 15%, seguida por Viana e Sávio, ambos com 8%. Com a decisão de "mudar de rota" (leia mais abaixo), o nome de Aécio deve aparecer nos próximos levantamentos eleitorais e se tornar um divisor de águas. De um lado, o PSDB descobrirá se o candidato escolhido se mantém relevante entre o eleitorado. Do outro, partidos como PSD, PL e o PP de Marcelo Aro saberão o quanto precisam se preocupar com o rearranjo da disputa eleitoral no estado. 'Mudança de rota' Aécio Neves (PSDB) em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (28) Leonardo Milagres/g1 Ao voltar atrás sobre a eleição na última sexta-feira, Aécio Neves anunciou que seria o candidato do PSDB ao Senado na coligação "Cuidar de Minas". Gustavo Galassi (PSDB) e Marcelo Heringer (PDT), que compunham a disputa pela coligação, renunciaram às candidaturas no dia anterior. Em entrevista coletiva, Aécio disse que recebeu muitos apelos e pedidos para reconsiderar a decisão que tinha tomado ao não se candidatar, destacando que "mudou de rota" pelo estado. "Nós chegamos a uma situação quase que inadministrável no nosso estado [...]. Minas Gerais precisará ter no Senado da República uma representatividade muito maior do que em qualquer tempo", afirmou. Aécio declarou, ainda, acreditar que, como senador, teria melhores condições de "articular um projeto para 2030 ao centro" e "sem radicalização". "É no Senado Federal que pretendo rearticular as forças de centro para apresentar ao Brasil um projeto transformador". LEIA MAIS: Aécio Neves volta atrás e lança candidatura ao Senado em MG Aécio Neves declara R$ 22,5 milhões em bens ao TSE PDT anuncia retirada de irmão de Marcelo Heringer da disputa Gustavo Galassi deixa disputa ao Senado em meio a articulações para possível candidatura de Aécio