Após 41 anos, Justiça quebra sigilo de documentos sobre a morte de Tancredo Neves
Mais de quatro décadas depois da morte de Tancredo Neves, a Justiça Federal determinou a liberação de documentos médicos que podem ajudar a esclarecer as circunstâncias da internaç...
POR REVISTA CAMOCIM
Publicado em 02/11/2026 às 06:22
Mais de quatro décadas depois da morte de Tancredo Neves, a Justiça Federal determinou a liberação de documentos médicos que podem ajudar a esclarecer as circunstâncias da internação e da morte do presidente eleito em 1985, que faleceu antes de assumir o cargo.
A decisão foi tomada por unanimidade pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), no dia 26 de outubro, atendendo a um pedido de Tancredo Augusto Tolentino Neves, filho do ex-presidente.
O Conselho Federal de Medicina e o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal terão que fornecer prontuários, relatórios e outros registros relacionados ao tratamento de Tancredo.
Tancredo Neves foi eleito presidente da República em 15 de janeiro de 1985, por votação indireta, após 21 anos de ditadura militar.
Sua posse estava marcada para 15 de março daquele ano. Mas, na véspera, ele foi internado às pressas com fortes dores abdominais. Passou por várias cirurgias e morreu em 21 de abril, aos 75 anos, sem chegar a assumir a Presidência. O vice-presidente eleito, José Sarney, assumiu o governo.
A morte de Tancredo provocou comoção nacional e, ao longo dos anos, surgiram dúvidas sobre os procedimentos médicos realizados durante sua internação.
Em 2010, o escritor Luís Mir publicou o livro O Paciente, apontando possíveis falhas no tratamento.
Agora, a família poderá consultar documentos até então protegidos por sigilo médico. A decisão não confirma a existência de erro médico, mas abre caminho para uma análise mais completa dos acontecimentos.
Carlos Jardel,
com informações do Diário do Nordeste e do TRF-1.
