Aliança entre PT, PSB e Rede define chapa em São Paulo: Haddad terá Márcio França como vice; Tebet e Marina disputarão o Senado
Uma aliança entre PT, PSB e Rede definiu a composição da chapa governista para as eleições de 2026 em São Paulo. O entendimento foi fechado durante reunião realizada na quarta-feir...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 25/06/2026 às 17:06
Uma aliança entre PT, PSB e Rede definiu a composição da chapa governista para as eleições de 2026 em São Paulo. O entendimento foi fechado durante reunião realizada na quarta-feira (24), no Palácio da Alvorada, com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pelo acordo, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao Governo de São Paulo, terá como vice o ex-governador Márcio França (PSB), enquanto as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) disputarão as duas vagas ao Senado.
O encontro reuniu, além de Lula e Haddad, o vice-presidente Geraldo Alckmin, os presidentes nacionais do PT, Edinho Silva, e do PSB, João Campos, além dos próprios Márcio França, Simone Tebet e Marina Silva. Após a reunião, os participantes posaram para fotos vestindo camisas da Seleção Brasileira.
Inicialmente, Haddad informou que todos os presentes haviam se colocado à disposição para ocupar a vaga de vice e que a definição seria anunciada nesta quinta-feira. A escolha acabou recaindo sobre Márcio França.
Márcio França será vice de Haddad
A eleição em São Paulo é considerada estratégica para a campanha à reeleição de Lula. Integrantes da coordenação da pré-campanha presidencial avaliam que será necessário repetir, no mínimo, o desempenho obtido no segundo turno de 2022, quando Lula conquistou 44,77% dos votos válidos no estado.
Nos últimos dias, Márcio França tentou viabilizar sua candidatura ao governo estadual, defendendo a existência de dois palanques ligados a Lula. O argumento era evitar uma disputa polarizada apenas entre Haddad e o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), cenário que poderia definir a eleição já no primeiro turno.
No entanto, lideranças petistas barraram a iniciativa, alegando que dois candidatos alinhados a Lula poderiam confundir o eleitorado e dividir votos da base governista.
Durante a reunião no Alvorada, prevaleceu a avaliação de que França, por já ter governado São Paulo e possuir perfil mais combativo, contribuirá mais atuando como vice e fortalecendo a campanha de Haddad diante de Tarcísio.
Tebet e Marina disputarão o Senado
A chapa majoritária será complementada pelas candidaturas de Simone Tebet e Marina Silva ao Senado.
Ex-ministra do Planejamento, Tebet foi senadora por Mato Grosso do Sul e disputou a Presidência da República em 2022 pelo MDB. Neste ano, filiou-se ao PSB e transferiu seu domicílio eleitoral para São Paulo, consolidando a aproximação com o governo Lula.
Já Marina Silva, histórica liderança ambiental, foi senadora pelo Acre e disputou a Presidência da República em três oportunidades. Após reaproximação com Lula em 2022, voltou ao Ministério do Meio Ambiente e agora tentará uma vaga no Senado por São Paulo.
PT aposta em chapa mais forte do que em 2022
Nos bastidores, dirigentes petistas avaliam que a composição formada por Haddad, Márcio França, Simone Tebet e Marina Silva torna a chapa governista mais competitiva do que a apresentada em 2022, quando Haddad acabou derrotado por Tarcísio de Freitas no segundo turno.
Há ainda o diagnóstico de que a disputa paulista poderá ser definida já no primeiro turno, diante da forte polarização entre Haddad e Tarcísio. Apesar do risco de não contar com um palanque no estado durante eventual segundo turno presidencial, o PT acredita que uma votação expressiva de Haddad na primeira etapa poderá impulsionar também o desempenho eleitoral de Lula no maior colégio eleitoral do país.