Ação do SUS prevê mais de 13 mil atendimentos especializados para povos indígenas
Mais de 13 mil atendimentos entre consultas, exames e cirurgias serão realizados neste mês de junho em territórios indígenas localizados nos estados do Ceará, Pernambuco, Amapá e P...
POR A NOTICIA DO CEARÁ
Publicado em 15/06/2026 às 19:30
Mais de 13 mil atendimentos entre consultas, exames e cirurgias serão realizados neste mês de junho em territórios indígenas localizados nos estados do Ceará, Pernambuco, Amapá e Pará. As ações fazem parte do Programa Agora Tem Especialistas e serão executadas pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).
A iniciativa busca ampliar o acesso dos povos indígenas à atenção especializada por meio da oferta de procedimentos em áreas remotas e de difícil acesso. Entre os serviços previstos estão consultas médicas, exames diagnósticos, procedimentos especializados e cirurgias oftalmológicas. Os atendimentos abrangem especialidades como pediatria, ginecologia e obstetrícia, cardiologia, clínica médica, dermatologia e cirurgia geral.
As atividades contam com o apoio de instituições que atuam em regiões remotas e em territórios indígenas, entre elas o projeto Aldeia em Foco, a Associação Médicos da Floresta, o Hospital Israelita Einstein e a organização não governamental Zoé. Desde o início da estratégia, em agosto de 2025, já foram promovidos 14 mutirões em diferentes regiões do país.

Segundo o diretor-presidente da AgSUS, André Longo, a iniciativa contribui para ampliar o acesso dos povos indígenas aos serviços especializados de saúde. “Essa estratégia reduz barreiras de acesso, diminui o tempo de espera por atendimento e fortalece a integralidade do cuidado, respeitando as especificidades culturais e as realidades de cada povo indígena”, disse.
No território Xukuru do Ororubá, atendido pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Pernambuco, o mutirão de oftalmologia segue até o dia 20 de junho e beneficiará moradores de mais de 30 aldeias. Já nos dias 1º e 2 de julho, pacientes previamente cadastrados passarão por cirurgias de catarata e pterígio. No Ceará, a ação atenderá os polos-base Anacé, Potyrô Tapeba, Aquiraz e Maracanaú, ampliando a oferta de serviços especializados para comunidades indígenas do estado.
Já no Amapá e no norte do Pará, a Casa de Saúde Indígena (Casai) de Macapá concentrará atendimentos em especialidades como ginecologia e obstetrícia, pediatria, cardiologia, anestesiologia e ultrassonografia. No território indígena Tumucumaque, os polos-base Bona e Missão Tiriyó receberão equipes de oftalmologia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, clínica médica e odontologia.
A Terra Indígena Zo’é, localizada no Tocantins, também será contemplada pela ação nos dias 20 e 21 de junho. No local, serão ofertadas consultas, exames de imagem e cirurgias. A iniciativa contará ainda com o suporte de um profissional fluente na língua Zo’é para garantir a mediação cultural e facilitar a comunicação com a comunidade.
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