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Ceará
/ 05.06.2026
27 açudes sangraram no Ceará na quadra chuvosa de 2026
O Ceará concluiu a quadra chuvosa de 2026 com um cenário considerado positivo para a segurança hídrica do Estado. De acordo com a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh)...
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POR A NOTICIA DO CEARÁ
Publicado em 05/06/2026 às 13:30
© FONTE: A Noticia do Ceará

O Ceará concluiu a quadra chuvosa de 2026 com um cenário considerado positivo para a segurança hídrica do Estado. De acordo com a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), os 144 reservatórios monitorados encerraram o período com 53,82% da capacidade total armazenada, garantindo uma reserva estratégica para os meses de estiagem.
Entre janeiro e maio, os açudes cearenses receberam 6,95 bilhões de metros cúbicos de água, o terceiro maior aporte registrado nos últimos dez anos. O volume supera o registrado em 2025 e fica atrás apenas dos resultados observados em 2023 e 2024.
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O balanço também mostra que 48 reservatórios atingiram a capacidade máxima durante a quadra chuvosa, enquanto 27 açudes seguem sangrando neste início de junho. Um dos destaques é o Açude Orós, segundo maior reservatório do Ceará, que voltou a sangrar pelo segundo ano consecutivo após receber grande volume de água da bacia do Alto Jaguaribe.
Repercussão da quadra chuvosa de 2026
Os melhores índices de armazenamento estão concentrados em algumas bacias hidrográficas do Estado. A região do Litoral lidera o ranking, com 98,8% da capacidade preenchida. Em seguida aparecem as bacias do Coreaú, com 94,7%, e do Acaraú, com 86%. A Serra da Ibiapaba também apresenta situação confortável, com 83,9% da capacidade armazenada.
No Centro-Sul, a bacia do Alto Jaguaribe registra 96,6% de armazenamento, resultado que contribuiu diretamente para a recuperação de reservatórios estratégicos da região. Apesar dos números positivos, a distribuição da água não ocorre de forma homogênea em todo o Ceará.
Algumas regiões seguem em situação de atenção. A bacia dos Sertões de Crateús apresenta o menor índice do Estado, com apenas 20,9% da capacidade total armazenada. Já a bacia do Banabuiú registra 32,3%, enquanto a do Médio Jaguaribe, onde está localizado o Açude Castanhão, acumula 33,5%
Mesmo abaixo da média estadual, algumas localidades registraram avanços importantes. Em Mombaça, por exemplo, o Açude Serafim Dias voltou a sangrar após passar cerca de 15 anos sem atingir a capacidade máxima.
Abastecimento da Grande Fortaleza
A situação da Região Metropolitana de Fortaleza continua sendo acompanhada de perto pelos órgãos responsáveis pela gestão hídrica. Atualmente, as bacias metropolitanas operam com cerca de 60,8% da capacidade total.
Para reforçar a segurança do abastecimento, a Cogerh mantém operações de transferência de água utilizando reservatórios estratégicos, como Orós e Castanhão. Também estão em andamento ações de bombeamento e condução de água por canais e adutoras que ajudam a garantir o fornecimento para Fortaleza e municípios vizinhos durante o segundo semestre, período marcado pela redução das chuvas.
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