Zema promete privatizar Petrobras e Banco do Brasil e usar recursos em obras de infraestrutura
Romeu Zema no 10º Encontro Nacional do Partido Novo. Reprodução O pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, prometeu privatizar a Petrobras e o Banco do...
POR G1 POLÍTICA
Publicado em 18/07/2026 às 15:33

Romeu Zema no 10º Encontro Nacional do Partido Novo.
Reprodução
O pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, prometeu privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil e usar os recursos obtidos com a venda das estatais em obras de infraestrutura pelo país. A declaração foi feita neste sábado (18), durante discurso no 10º Encontro Nacional do partido, em São Paulo.
"Vamos começar privatizando a Petrobras e o Banco do Brasil. E não é para pagar as contas de Brasília, mas para construir o futuro do Brasil. Esse dinheiro vai virar estradas, ferrovias, hidrovias, portos pelo país inteiro. Hoje o Brasil produz como um gigante, mas ainda transporta a sua riqueza como um país atrasado", afirmou.
Segundo Zema, a privatização integra a terceira missão de um eventual governo dele, que chamou de "virar a chave do crescimento e da prosperidade". O pré-candidato afirmou que pretende reduzir gastos públicos, diminuir a dívida e baixar os juros para estimular a economia.
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Durante o discurso, Zema também fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), às políticas de cotas e ao que chamou de "doutrinação progressista nas escolas".
"O Brasil não aguenta mais quatro anos de Lula, mais quatro anos em que o trabalhador precisa ter dois empregos para poder fechar a conta no fim do mês, enquanto o empreendedor passa a noite em claro, fazendo conta para poder não fechar as portas do seu negócio, para não ser esmagado por esses juros altos que estão matando todos nós aqui."
Ao criticar as políticas de cotas, o pré-candidato afirmou:
"O Brasil não aguenta mais 4 anos de políticas de cotas que enxergam primeiro a cor da pele e só depois a cor das pessoas. De doutrinação progressista nas escolas. De um governo que reduz a nossa família cristã a uma caricatura do atraso e da ignorância."
Na área da segurança pública, Zema prometeu classificar facções criminosas como organizações terroristas, envolver as Forças Armadas na retomada de territórios controlados pelo crime e estabelecer pena mínima de 25 anos para crimes cometidos por integrantes dessas organizações.
Já em relação ao Judiciário, o pré-candidato voltou a criticar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Zema afirmou que pretende construir maioria no Senado para aprovar o impeachment de Moraes. Também defendeu o fim das decisões monocráticas, do foro privilegiado e a proibição de parentes de ministros de advogarem nos mesmos tribunais.