Zema critica Flávio Bolsonaro: 'Ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável'
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), criticou nesta quarta-feira (13) o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) após a di...
POR G1 POLÍTICA
Publicado em 13/05/2026 às 20:44

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), criticou nesta quarta-feira (13) o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) após a divulgação de reportagens sobre supostos repasses do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para bancar o filme “Dark Horse”, produção biográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em vídeo publicado no Instagram após a repercussão do caso, Zema afirmou que a postura do filho do ex-presidente compromete o discurso da direita contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa”, declarou.
Romeu Zema critica o senador Flávio Bolsonaro (PL-AP) por supostos áudios vazados
Reprodução
O governador mineiro também afirmou que “é preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”.
A manifestação ocorre em meio ao aumento da tensão entre grupos da direita diante da possível candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro em 2026. Mais cedo, aliados do bolsonarismo saíram em defesa do senador nas redes sociais, enquanto integrantes da esquerda associaram o caso à família Bolsonaro e cobraram explicações sobre os supostos repasses.
Segundo reportagem publicada pelo Intercept Brasil, documentos e mensagens indicam que pelo menos 10,6 milhões de dólares — cerca de R$ 61 milhões — teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025 para financiar o projeto cinematográfico ligado à família Bolsonaro. Flávio nega irregularidades.
Em nota à imprensa, Flávio Bolsonaro defendeu a instalação de uma CPI para investigar o Banco Master e afirmou que o contato com Daniel Vorcaro ocorreu para buscar “patrocínio privado para um filme privado” sobre Jair Bolsonaro, sem uso de recursos públicos ou Lei Rouanet.
"Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro", diz o texto.
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OUTRAS MANIFESTAÇÕES
Em nota, o também pré-candidato ao Planalto pelo Partido Missão, Renan Santos, também comentou o caso e afirmou que as denúncias envolvendo o senador Flávio Bolsonaro eram “óbvias” para quem acompanha o noticiário político dos últimos anos. Renan associou o parlamentar a diferentes investigações e disse que “onde há escândalo de corrupção, há Flávio Bolsonaro”.
O dirigente do MBL afirmou ainda que o Brasil precisa escolher entre “continuar vivendo dentro do partido da corrupção, que envolve esquerda, direita e centrão, ou seguir um caminho novo”. Renan também citou o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, ao afirmar que “sobrou eu, sobrou o Zema”, mas disse que o político do Novo ainda teria de explicar supostos vínculos indiretos com a família Vorcaro.
Até esta publicação, o governador de Goiás e pré-candidato ao Planalto, Ronaldo Caiado (PSD), e o presidente Lula não haviam se manifestado sobre o caso.