Zelensky acusa Coreia do Norte de fornecer à Rússia míssil que matou família
Foto da família morta pelo ataque russo que atingiu o Ucrânia na última quarta-feira (29)divulgada pelo presidente do país, VOlodymyr Zelensky, em seu canal no Telegram Tel...
POR G1 MUNDO
Publicado em 30/07/2026 às 15:01

Foto da família morta pelo ataque russo que atingiu o Ucrânia na última quarta-feira (29)divulgada pelo presidente do país, VOlodymyr Zelensky, em seu canal no Telegram
Telegram (@V_Zelensky_oficial)
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, afirmou nesta quinta-feira (30) que o míssil que matou pelo menos seis membros da mesma família em um recente ataque russo pode ter sido fornecido pela Coreia do Norte.
"É claro que novas investigações serão realizadas, tudo será verificado, mas, por enquanto, tudo indica que se trata de armamento balístico norte-coreano", disse ele em seu pronunciamento noturno.
Segundo as autoridades locais, entre as vítimas estão uma menina de 6 anos e dois meninos de 11 e 17 anos. O míssil atingiu diretamente a residência da família e destruiu completamente o imóvel. Outras pessoas ficaram feridas, incluindo crianças que foram retiradas com vida dos escombros.
Rússia e Ucrânia trocam ataques
Equipes de resgate continuaram trabalhando no local ao longo do dia. Segundo a BBC, havia 10 pessoas na residência quando o míssil atingiu o imóvel e que parte dos moradores estava desaparecida nas primeiras horas após o ataque.
Os bombardeios fizeram parte de uma ofensiva aérea em larga escala. De acordo com Zelensky, a Rússia lançou mais de 70 mísseis, muitos deles balísticos, além de mais de 280 drones contra diferentes regiões do país durante a noite.
Além de Radushne, os ataques deixaram mortos e feridos em outras cidades. Em Kiev, uma pessoa morreu e incêndios atingiram prédios comerciais. Em Poltava, um ataque a um terminal de encomendas também deixou uma vítima fatal. Em Lviv, explosões danificaram edifícios residenciais e moradores ficaram presos sob os escombros.
Um bombeiro ucraniano trabalha para extinguir um incêndio em um mercado após um ataque de míssil russo em Kiev, em 30 de julho de 2026, em meio à invasão russa da Ucrânia
Reprodução/TV Globo
Autoridades ucranianas afirmaram que dezenas de casas, empresas e estruturas civis foram destruídas ou danificadas. A Rússia, por sua vez, afirmou que os ataques tinham como alvo instalações militares.
A ofensiva ocorreu dias depois de Zelensky se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pedir o reforço das defesas aéreas da Ucrânia. O governo ucraniano afirma que enfrenta escassez de mísseis interceptadores do sistema Patriot, um dos poucos capazes de derrubar mísseis balísticos.
Em seu canal oficial no Telegram, o ucraniano afirmou que somente a união mundial poderia deter a Russia.
"Nenhum país deve ser deixado sozinho diante desse tipo de terror. Quando dizemos que a Ucrânia precisa de mísseis para os sistemas Patriot e buscamos meios para nos defender dos mísseis balísticos russos, não estamos falando de algo abstrato", disse, no pronunciamento.
Os bombardeios também tiveram reflexos fora da Ucrânia. A Polônia informou que um míssil russo provavelmente violou o espaço aéreo do país antes de cair em uma área próxima à fronteira. As autoridades polonesas abriram uma investigação para confirmar a origem do projétil.
Nas últimas semanas, a Rússia intensificou os ataques com mísseis balísticos, que apenas os sistemas Patriot, dos Estados Unidos, são capazes de derrubar.
A Ucrânia enfrenta uma grave escassez dos interceptores PAC-3, que se agravou desde a guerra iniciada por Israel e Estados Unidos contra o Irã, em fevereiro.
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Apesar desta escassez, a Ucrânia atacou um armazém em Perm com drones ainda nesta quinta-feira, seguindo um vendedor Russo de Wildberries via Reuters.