Violência e cuidado concentram propostas para mulheres em planos presidenciais
Violência, saúde e políticas de cuidado concentram as principais propostas voltadas às mulheres nos programas de governo de 12 candidaturas à Presidência da República analisados pe...
POR A NOTICIA DO CEARÁ
Publicado em 01/09/2026 às 17:00
Violência, saúde e políticas de cuidado concentram as principais propostas voltadas às mulheres nos programas de governo de 12 candidaturas à Presidência da República analisados pelo Instituto Update. O levantamento aponta, porém, menor atenção a temas como participação política, presença feminina em espaços de poder, segurança nos espaços públicos e autonomia.
A violência contra as mulheres é a pauta mais presente: nove dos 12 planos (75%) têm propostas específicas sobre violência, feminicídio ou proteção às vítimas. As medidas incluem ampliação de redes de proteção, casas-abrigo, integração entre segurança, Justiça, saúde e assistência social, monitoramento eletrônico de agressores e endurecimento de penas.
Na participação política, apenas um candidato apresentou uma proposta específica para ampliar a presença feminina no processo eleitoral, incluindo combate à violência política de gênero, formação de candidatas e lideranças e regras sobre financiamento partidário. O dado contrasta com pesquisa do Instituto Update, segundo a qual 72% das mulheres entrevistadas defendem plenamente o aumento da representação feminina em cargos políticos.

A autonomia econômica aparece em sete dos 12 programas (58%), com propostas relacionadas a trabalho, renda, crédito, empreendedorismo e independência financeira. Em cinco planos há medidas de igualdade salarial. Já as políticas de cuidado, incluindo creches e serviços públicos, também estão presentes em sete programas. Segundo o instituto, embora haja diferenças sobre como essas políticas devem ser implementadas, os candidatos reconhecem a relação entre cuidado e autonomia feminina.
A pesquisa também destaca a segurança no cotidiano. Levantamento do Instituto Update com o Instituto Fogo Cruzado mostrou que 79% das mulheres sentem medo ao sair à noite, 59% já deixaram de frequentar determinados locais por insegurança e 31,4% deixaram de utilizar algum meio de transporte pelo mesmo motivo. Para o instituto, os programas ainda consideram pouco essas experiências na formulação das políticas de segurança.
Detalhamento
- Violência contra mulheres/feminicídio: 9 de 12 propostas;
- Saúde das mulheres: 7 de 12 propostas;
- Autonomia econômica, trabalho, renda ou crédito: 7 de 12 propostas;
- Cuidado relacionado à autonomia das mulheres: 7 de 12 propostas;
- Igualdade salarial/remuneratória: 5 de 12 propostas;
- Diferenciação entre grupos de mulheres: 3 de 12 propostas;
- Segurança urbana/pública com recorte explícito de mulheres: 3 de 12 propostas;
- Mulheres em espaços de poder e decisão: 2 de 12 propostas;
- Participação político-eleitoral feminina: 1 de 12 propostas;
- Segurança das mulheres ligada a mobilidade/transporte: 1 de 12 propostas
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