Valdemar tenta conter crise entre Michelle e Flávio Bolsonaro, mas encontra resistência
Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e Valdemar Costa Neto Montagem / g1 O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, deve conversar com Michelle Bolsonaro na tarde desta terça...
POR G1 POLÍTICA
Publicado em 30/06/2026 às 11:00

Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e Valdemar Costa Neto
Montagem / g1
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, deve conversar com Michelle Bolsonaro na tarde desta terça-feira (30) na tentativa de reduzir a tensão entre ela e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo relatos de interlocutores do PL, porém, até ontem Michelle permanecia irredutível. Nos bastidores do partido, também circula a versão de que a ex-primeira-dama estaria cogitando deixar a política para se dedicar à família.
Na campanha de Flávio, a avaliação reservada é que Michelle permanece “à disposição” caso o cenário eleitoral mude drasticamente. Integrantes desse grupo trabalham com a hipótese de que ela poderia assumir a cabeça de chapa se Flávio viesse a ser inviabilizado por novas revelações ou por um aprofundamento de investigações, como a do Caso Master.
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Na cúpula do PL, entretanto, a leitura predominante hoje é diferente. Dirigentes sustentam que Michelle não seria candidata à Presidência porque essa não seria a preferência de Jair Bolsonaro. O próprio Valdemar tem reafirmado publicamente que o partido mantém Flávio como candidato e descarta, neste momento, substituí-lo por Michelle.
O clima entre Michelle e os enteados segue de confronto. Aliados dos filhos de Jair Bolsonaro fazem circular a versão de que o ex-presidente teria sido contrário ao vídeo divulgado por Michelle. Até o momento, porém, não há comprovação pública dessa informação — nem documento, carta ou manifestação conhecida que a confirme.
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Nos bastidores, Valdemar avalia que pacificar a relação é prioridade. A leitura do presidente do PL é que, se o grupo não conseguir se reunificar, chegará enfraquecido à disputa presidencial. Segundo interlocutores, ele também considera que uma derrota eleitoral agravaria a situação política e jurídica de Jair Bolsonaro.
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