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Ceará / 04.11.2026

Urgência de uma “guerra”

Ontem, por ocasião de jornais televisivos e radiofônicos, chegou a ser um dos destaques, a notícia de que organizações criminosas estariam impedindo até o fornecimento de água para...

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POR O ESTADO

Publicado em 04/11/2026 às 02:55

Urgência de uma “guerra”
© FONTE: O Estado

Ontem, por ocasião de jornais televisivos e radiofônicos, chegou a ser um dos destaques, a notícia de que organizações criminosas estariam impedindo até o fornecimento de água para a população do município de Banabuiu, no Estado do Ceará. A informação assustadora, que assustou profissionais de imprensa, assim como famílias de todo o país, teve, entretanto, o mérito de alertar os membros do Poder Legislativo, no sentido da aprovação, com a máxima urgência, da PEC da Segurança pública que, coincidentemente deveria ser votada ontem, pelo Senado, teve influência direta no meio dos parlamentares, como mais um motivo para pressa. Por conta disso, até membros da oposição, que tentam misturar a PEC em questão com a redução da idade penal, tiveram de reconhecer a extrema urgência da PEC discutida, reconhecida como o caminho mais acertado a ser seguido para a criação do Ministério da Segurança, pelo qual o presidente Lula e lideranças governistas vêm batalhando desde antes da campanha eleitoral. Entretanto, o que se viu ao longo da referida campanha foi uma oposição viciada e empedernida tentar convencer o eleitorado de que PEC da Segurança, assim como a criação do Ministério da Segurança Pública não passavam de estratégias eleitoreiras, mesmo diante do crescimento incontido da formação e atuação de organizações criminosas e seus profissionais, a essa altura já infiltrados até em pequenos municípios. Diante de tudo isso, torna-se claro que essa guerra total contra o crime não pode mais ser adiada.

Cuidando cedo. Mostrando que não está “dormindo no ponto” em relação à sua reeleição para a presidência da ALECE, o deputado Romeu Aldigueri (PSB) oferece hoje um “Café da Manhã” especial para todos os deputados recém-eleitos. Ele já tem garantidos os votos dos deputados reeleitos. Ele soube trabalhar nesse campo.

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Grande renovação. Chegou a surpreender o volume da renovação na ALECE, e que foi a maior das últimas décadas. Pouca gente acreditava que essa renovação chegasse a ser de 56,5%, o que, no final, terminou deixando sem mandato deputados do peso de Fernando Hugo, Salmito Filho, Heitor Férrer, Guilherme Sampaio, Felipe Mota e Cláudio Pinho.

“Capote” em Pedra Branca. O pleito no Ceará revelou que a prefeita de Pedra Branca, Ivonete Braga (PT) infligiu a maior derrota de Flávio Bolsonaro entre os estados, com 85% contra 15% dos votos. O espetacular “capote” sofrido pelo filho de Jair Bolsonaro deveu-se à firmeza como Ivonete faz política. Ela foi decisiva, para a eleição de Manoela Pimenta.

“Capote” de 1954. Pedra Branca teve também “lavagens” eleitorais nos anos 50. No pleito de 1954, quando ali reinava a família Cavalcante, a cidade por pouco não “virou” o placar eleitoral pró Armando Falcão contra Paulo Sarasate. Ainda hoje tem quem alegue que a vitória de Sarasate foi “escamoteada” pelo TRE de Virgílio Firmeza.

Prestigiados do Planalto. Embora o presidente Lula seja cauteloso em relação aos prestigiados pelo Palácio do Planalto a imprensa do Sudeste e Distrito Federal tem destacado a maneira como é reconhecido, no âmbito do governo a força de certos políticos, ninguém pode negar o senador favoritismo do senador Camilo e o do Governador Rafael.

Vice para 2028. Por conta da mudança da vice-prefeita Gabriella para assumir a vice-governadoria, o vereador Leo Couto (PSB), presidente da Câmara Municipal já inicia sequência de reuniões para tratar do nome de vice para o prefeito Evandro Leitão. Para ele, um nome de peso ajudará a garantir a reeleição de Evandro.

Ceará bem colocado. Na visão do deputado Eduardo Bismarck, não há como negar que o Estado do Ceará, por motivos óbvios, estará muito bem colocado no segundo governo de Lula. Nesse sentido, sabe-se que PT e PSB do Ceará deverão ocupar cargos de peso, incluindo ministérios. Também o deputado Moses (UB) estará bem aquinhoado.

Mentira pegajosa. Ontem, por ocasião de entrevistas dadas à imprensa no Senado, o senador Rogério Marinho (PL) ao se referir à redução da idade penal para até 14 anos, garantiu que esse é o desejo de todos os brasileiros. Como se vê, a convivência com o mentiroso Flávio Bolsonaro terminou contagiando aquele super-bolsonarista.

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