Um líder à distância?
Os 59.826.041 votos não foram suficientes. Pela primeira vez, o candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno, virou e venceu no segundo turno.Após ser derrotado, Flávio B...
POR O ESTADO
Publicado em 04/11/2026 às 03:02
Os 59.826.041 votos não foram suficientes. Pela primeira vez, o candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno, virou e venceu no segundo turno.
Após ser derrotado, Flávio Bolsonaro deve ter surpreendido até seus eleitores ao deixar o país. Dias antes, o discurso do candidato parecia empenhado em mesmo se perdesse, continuar no Brasil, enfrentando os problemas brasileiros, fazendo ferrenha oposição ao governo eleito. Mas o candidato perdedor não esperou sequer o fim de seu mandato para dar o fora e rumou para os EUA.
Em carta publicada, o senador se declarou líder do Brasil. Um líder à distância? Certamente seus eleitores mais fiéis e convictos devem sair na defesa do primogênito do clã Bolsonaro. Para eles, para não ser perseguido, o ungido pelo pai para ser presidente está coberto de razão ao ter deixado a pátria que queria governar.
No máximo, Flávio pode ser líder da direita bolsonarista que o aceita como tal. Estranho um líder exercer sua liderança longe de seu país e de seu povo.
Parece que o governo não tem muito o que comemorar. Uma vez reeleito terá que enfrentar problemas. A oposição na Câmara e no Senado deve ser um deles. O pacote de bondades anunciado no período eleitoral vai custar caro e a conta vai chegar.
Mesmo com problemas e desgaste, é preferível aguardar o desenrolar dos acontecimentos de um governo que já está dando as cartas do que arriscar com outro Bolsonaro no poder.
FELIPE AUGUSTO FERREIRA FEIJÃO
PROFESSOR E
MESTRE EM FILOSOFIA
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