Trump afirma que Coreia do Sul ficará mais segura com redução de exercícios militares dos EUA
Trump reduz tempo de manobras militares com a Coreia do Sul O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou que o Pentágono reduza drasticamente os exercícios mil...
POR G1 MUNDO
Publicado em 17/08/2026 às 15:06

Trump reduz tempo de manobras militares com a Coreia do Sul
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou que o Pentágono reduza drasticamente os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul.
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A declaração foi feita neste domingo (16) em uma rede social, onde ele também criticou a recusa de Seul em participar de ações contra o Irã.
Horas antes do início programado dos treinamentos, Trump afirmou em sua plataforma, a Truth Social, que, embora fosse tarde demais para cancelar as operações totalmente, ele "não estava feliz" com o fato de os EUA terem concordado previamente em participar.
Os exercícios militares anuais, batizados de Ulchi Freedom Shield, estão programados para ocorrer entre 17 e 27 de agosto, com a participação de cerca de 18 mil militares sul-coreanos.
Da esquerda para a direita: presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, e presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un.
Mark Schiefelbein/AP/Annabelle Gordon/REUTERS/KCNA
Segundo autoridades militares, as manobras deste ano devem incluir operações de combate a drones, interrupção de sinais de GPS e defesa contra ataques cibernéticos, visando adaptar as tropas às novas capacidades bélicas da Coreia do Norte.
A Casa Branca e o Pentágono não responderam de imediato a pedidos de comentários sobre a ordem do presidente.
Na publicação, o presidente americano justificou a decisão citando sua "relação muito boa" com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.
"Esses exercícios não são apenas caros... mas enviam um sinal totalmente inadequado e hostil a um país que, desde que Donald J. Trump é presidente, não tem representado ameaça e tem sido respeitoso", escreveu Trump.
O republicano também usou a postagem para apontar a postura da Coreia do Sul no conflito que envolve os EUA, Israel e o Irã.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, caminha para embarcar no Air Force One em Morristown neste domingo (16)
Ken Cedeno/Reuters
"Embora um pouco não relacionado (?), perguntei recentemente ao presidente da Coreia do Sul se eles gostariam de se juntar a nós na desnuclearização da República Islâmica do Irã, e eles disseram: 'Não, obrigado!'", relatou.
Pyongyang denuncia rotineiramente os exercícios entre Washington e Seul, classificando-os como preparativos para uma invasão.
Na última quarta-feira, a Coreia do Norte disparou um míssil balístico de sua costa leste em direção ao Mar do Japão, segundo militares sul-coreanos e japoneses. A ação ocorreu seis dias após um lançamento semelhante de curto alcance, em 6 de agosto.
Agora no g1
Guerra na Ucrânia
Autoridades militares dos EUA afirmam que as tropas norte-coreanas, que têm lutado ao lado da Rússia na invasão da Ucrânia, ganharam experiência no conflito europeu — especialmente no uso crescente de sistemas não tripulados (drones), guerra eletrônica e operações cibernéticas.
Na semana passada, o governo ucraniano relatou que mísseis de fabricação norte-coreana foram usados em um ataque russo contra uma siderúrgica em Zaporizhzhia.
A ofensiva matou sete trabalhadores e forçou a paralisação da produção no local. Mísseis hipersônicos russos Zircon também teriam sido empregados no ataque.
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