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Ceará / 19.06.2026

Tomás Figueiredo fala sobre a importância do Ceará para a matriz nuclear brasileira

O presidente das Indústrias Nucleares Brasileiras (INB), Tomás Figueiredo, participou da reunião ordinária da Câmara de Energias do Ceará da Fecomércio, para falar sobre a retomada...

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POR O ESTADO

Publicado em 19/06/2026 às 16:57

Tomás Figueiredo fala sobre a importância do Ceará para a matriz nuclear brasileira
© FONTE: O Estado

O presidente das Indústrias Nucleares Brasileiras (INB), Tomás Figueiredo, participou da reunião ordinária da Câmara de Energias do Ceará da Fecomércio, para falar sobre a retomada do Programa Nuclear Brasileiro e a importância do Ceará para esse processo.

“A ideia foi trazer a energia nuclear para a matriz energética brasileira que é muito plural e a nuclear é parte dessa matriz, porque ela gera energia 24 horas por dia, 7 dias por semana e 365 dias por ano, independente de condições climáticas”, explicou o presidente.

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Segundo Tomás, o desenvolvimento da energia nuclear é importante para dar sustentação ao sistema elétrico e permitir que as fontes renováveis não tenham a pressão que recebem hoje.

A importância do Ceará

Com a nova meta estabelecida pelo Plano Nacional de Energia 2055 (PNE 2055), o Brasil pretende produzir 14GW e o Ceará ganha protagonismo com o projeto em desenvolvimento no município de Santa Quitéria, localizado a cerca de 220 km de Fortaleza.

“Atualmente, produzimos 2GW de energia e o combustível nuclear advém do urânio. O Ceará é importante, porque tem uma reserva de fosfato com urânio associado que é uma das maiores do Brasil”, afirmou o presidente.

Figueiredo observou que para o Brasil atingir a meta é necessário desenvolver a cadeia do ciclo do combustível que começa com a mineração. “O projeto em Santa Quitéria está em licenciamento ambiental e, recentemente, recebemos um parecer com nova exigência que é se reunir com comunidades indígenas no município de Monsenhor Tabosa”, esclareceu.

Sobre a perspectiva de início de exploração, Tomás Figueiredo detalhou que aguarda o licenciamento ambiental prévio para depois iniciar a instalação e a etapa de obra, que deve durar dois anos. A expectativa é começar a produzir em 2030.

Fosfato

Além do urânio, o consultor Sérgio Araújo chamou atenção para as oportunidades a partir da produção de fosfato naquela região, tendo em vista que o Brasil importa quase 90% do fertilizante utilizado no agronegócio. “No projeto de Santa Quitéria, 99,8% são fosfato que vão ser transformados em fertilizante e que atenderá em torno de 30% do consumo do MATOPIBA e Ceará. É uma porta para reduzir essa dependência, principalmente, da Ucrânia e da Rússia”.

Ele destacou também a importância econômica para o município. “É um projeto que multiplica o PIB de Santa Quitéria em 9,6 vezes e vai gerar cerca de 2.300 empregos diretos e indiretos”.

Fecomércio

O presidente da Fecomércio, Luiz Fernando Bittencourt, afirmou que o setor energético é vital não somente para o comércio de bens e serviços, mas toda economia do país e projetos, como o de Santa Quitéria, têm uma especialidade e precisa um apoio de toda a cadeia produtiva.

Segundo ele, a Fecomércio está visualizando os impactos social e econômico que esse projeto vai gerar para toda a região e para o Estado, reiterando que todas as legislações devem ser observadas para que desenvolvimento econômico e sustentabilidade caminhem juntos.

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