Tesouro Direto paga mais de 8% acima da inflação e prefixados superam 15% ao ano
As taxas dos títulos públicos voltaram a subir nessa terça-feira (3), levando papéis do Tesouro Direto a oferecer retornos superiores a 8% ao ano acima da inflação e taxas prefixad...
POR O ESTADO
Publicado em 04/11/2026 às 06:02
As taxas dos títulos públicos voltaram a subir nessa terça-feira (3), levando papéis do Tesouro Direto a oferecer retornos superiores a 8% ao ano acima da inflação e taxas prefixadas acima de 15%. O movimento reflete o aumento da percepção de risco fiscal, a piora das expectativas inflacionárias e a cautela dos investidores na véspera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic. Hoje (4), o colegiado anunciará uma nova decisão sobre os juros.
Na atualização da tarde, o Tesouro IPCA+ com vencimento em 2032 oferecia rentabilidade de 8,04% ao ano, além da variação do IPCA. Entre os vencimentos mais longos, o papel para 2040 pagava inflação mais 7,66%, enquanto o título para 2050 oferecia IPCA mais 7,41%.
Entre os títulos prefixados, o Tesouro Prefixado 2032 chegou a pagar 15,61% ao ano. O papel com vencimento em 2029 oferecia 15,19%, enquanto o Tesouro Prefixado com juros semestrais para 2037 apresentava taxa de 15,48% ao ano.
O avanço das remunerações exigidas pelos investidores ocorre depois de um período de forte volatilidade nos mercados brasileiros. Na abertura desta terça-feira, por exemplo, o Tesouro Prefixado 2032 chegou a oferecer 15,63% ao ano, enquanto o IPCA+ 2032 atingiu IPCA mais 8,03%. As taxas estavam próximas dos maiores níveis observados desde os primeiros pregões posteriores à eleição presidencial.
O comportamento dos títulos também está relacionado às expectativas para a política monetária. A Selic está atualmente em 13,75% ao ano, nível definido pelo Banco Central em setembro, quando o Copom promoveu um corte de 0,25 ponto percentual.
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