Tereza Cristina diz que nada foi decidido em relação a ser vice de Flávio Bolsonaro
A senadora Tereza Cristina (PP/MS) conversou com o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) nessa quarta-feira (29) e indicou, pela primeira vez, que aceitaria ser candidata a vice na chap...
POR O ESTADO
Publicado em 31/07/2026 às 05:39
A senadora Tereza Cristina (PP/MS) conversou com o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) nessa quarta-feira (29) e indicou, pela primeira vez, que aceitaria ser candidata a vice na chapa dele à Presidência da República, segundo duas fontes ouvidas pela Folha de S.Paulo. Tereza estava 100% contrária à ideia, mas foi pressionada nos últimos dias pela família Bolsonaro, pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e por lideranças do agronegócio.
A formação da chapa depende, porém, de uma composição entre o PL e a Federação formada pelo PP, partido dela, e o União. Integrantes do PP afirmam que o partido resiste a uma aliança. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), começou a consultar as principais lideranças nesta quarta e ouviu que a preferência, segundo a ampla maioria, é ficar neutro, em vez de apoiar Flávio.
Tereza divulgou uma nota nessa quinta-feira (30) dizendo que “nada foi decidido” sobre a possibilidade de ser vice. Ela classificou a conversa com Flávio como “produtiva” e acrescentou que a decisão passa por “acertos partidários”.
“No encontro, produtivo, falou-se pela primeira vez sobre a vice-presidência, mas nada foi decidido, até porque qualquer composição de chapa depende de avaliações políticas e pessoais, além de consultas e acertos partidários”, disse.
Levar Tereza para a chapa de Flávio se tornou uma das principais prioridades do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. O presidente chegou a dizer que Tereza era a vice dos sonhos de Flávio, mas estava decidida a disputar a Presidência do Senado no ano que vem.
Comando
O presidenciável Flávio Bolsonaro trocou o chefe da equipe de comunicação e terá a campanha a cargo do marqueteiro Duda Lima, que trabalha para o PL nacional e foi responsável pelas campanhas de Jair Bolsonaro (PL) em 2022 e de Ricardo Nunes (MDB) em São Paulo em 2024. Até agora, a pré-campanha estava a cargo dos marqueteiros Eduardo Fischer e Alexandre Oltramari, que deixaram a equipe nessa quinta-feira (30) e que tinham assumido a função depois da crise do caso “Dark Horse”.
Segundo a reportagem apurou, o PL definiu a substituição e dispensou os publicitários. “A campanha de Flávio Bolsonaro agradece e reconhece o excepcional trabalho desempenhado por Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer. Desejamos a Oltramari e a Fischer que continuem colaborando para o aperfeiçoamento de nossa democracia, com toda a sua competência e profissionalismo”, diz uma nota publicada pelo coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL/RN).
A cúpula do PL tinha preferência por Duda, mas o publicitário vinha resistindo a assumir a campanha de Flávio.
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