Temperaturas no Ceará devem aumentar a partir de julho, projeta Funceme
Órgão diz não ser possível cravar cenário, mas histórico de 2025 acende alerta de cuidados com calor The post Temperaturas no Ceará devem aumentar a partir de julho, projeta Funcem...
POR O ESTADO
Publicado em 09/06/2026 às 05:00
O próximo trimestre no Ceará deve ser mais quente, de acordo com indicativo da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Após o quadrimestre invernal no Estado, que compreendeu os meses de fevereiro a maio, o território cearense pode ter temperaturas médias mais elevadas entre 0,8 e 1°C.
“Não temos uma previsão se isso vai acontecer. Nós temos um indicativo que as temperaturas, pelo menos em média, elas ficariam acima no próximo trimestre’’, explica Francisco das Chagas Júnior, diretor técnico da Funceme. Ele pontua que o território cearense vive agora o que é chamado de pós-estação. O termo é usado para descrever que o Estado ainda registra eventos de chuva em alguns municípios, mas de baixa intensidade. “É irregular, mas ainda apresenta algumas precipitações”.
O julho do ano passado também foi quente no pós-estação. No mês em 2025, o Ceará chegou a cerca de 90% do seu território com seca relativa, de acordo com o Monitor de Secas, plataforma de acompanhamento regular e periódico da situação da seca no Brasil. O mapa é mensal e apresenta a situação de seca nas unidades federativas no mês anterior, além das áreas que ficaram livres do fenômeno.
Temperaturas elevadas X ondas de calor
O diretor da Funceme pontua que o fim da quadra chuvosa não significa necessariamente um aumento nas ondas de calor. As instituições que medem o tempo divergem nesse quesito. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) classifica como onda de calor o período de cinco ou mais dias consecutivos durante os quais a temperatura máxima diária ultrapassa a temperatura máxima média mensal em 5°C ou mais.
“Tem que ter, no mínimo, 3 dias com uma grande área, que pode corresponder a cerca de 60% ou mais da área total do Estado, com regiões de temperatura acima do limiar’’, diz o diretor técnico. Chagas Júnior aponta que a condição é relativa por área. “Uma região de serra, por exemplo, vai ter um limite menor. Já uma região do sertão ou da região jaguaribana vai ter um limite maior. Mas é importante destacar que é algo mais regional’’.
Pelas condições específicas de cada território, o gestor explica que não é possível presumir que temperaturas mais elevadas significam ondas de calor. “Cada lugar tem seu histórico de temperatura. Para ser uma onda de calor, esses valores têm que estar acima do esperado para essas regiões por vários dias consecutivos. O histórico reflete qual seria o limite do local’’, complementa.
O que fazer
Em casos de aumento de temperaturas, o diretor técnico recomenda mais hidratação, além do uso do protetor solar. “Em momentos desses, temos uma baixa cobertura de nuvens, então temos uma alta incidência de radiação. A perda de água afeta principalmente aquela população de crianças, idosos ou pessoas com comorbidade’’.
Chagas Júnior pontua ainda que as instituições do Estado estão se programando para o período de estiagem, em que há diminuição nos índices pluviométricos de uma região ou a completa ausência de precipitações. Ele cita ações ligadas à transferência de água para a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), como a duplicação do Eixão das Águas. Em abril deste ano, as obras alcançaram 60% de execução, segundo o Governo do Estado. A intervenção pretende ampliar a capacidade de transferência de água do Açude Castanhão para Fortaleza.
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