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Ceará / 26.06.2026

Tamanho populacional das capivaras no Ceará é desconhecido e precisa de controle

As capivaras voltaram. A espécie, nativa do Brasil, era tida como extinta no Ceará, porém, desde 2020, elas fazem aparições nas imediações do Parque do Cocó, em Fortaleza. Há regis...

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POR O ESTADO

Publicado em 26/06/2026 às 03:45

Tamanho populacional das capivaras no Ceará é desconhecido e precisa de controle
© FONTE: O Estado

As capivaras voltaram. A espécie, nativa do Brasil, era tida como extinta no Ceará, porém, desde 2020, elas fazem aparições nas imediações do Parque do Cocó, em Fortaleza. Há registro da presença delas em municípios como Maranguape, Acarape, Amontada, Beberibe e Meruoca.
Uma delas apareceu, na semana passada, no bairro Joaquim Távora, na Capital. Foi resgatada por equipes do Batalhão de Polícia do Meio Ambiente. O animal estava bastante estressado com o passeio pela Travessa Nogueira Acioly e procurou esconderijo em um bar. A situação chamou atenção de moradores.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável pelo monitoramento e controle de animais silvestres, não sabe o tamanho dessa população. Os relatos ambientais indicam que o número é crescente e sem controle.
Somente em Maranguape, segundo Virgínia Adélia Rodrigues Carvalho, superintendente adjunta da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), estima-se que a manada seja de mais de 7 mil. A “Realidade das Capivaras no Ceará” foi assunto de mesa-redonda no I Encontro Técnico de Gestão da Fauna Silvestre, ocorrido no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, em Fortaleza, nessa quinta-feira (25).
A procuradora de Justiça Sheila Pitombeira, do Ministério Público do Ceará, defende que seja feito mapeamento e levantamento populacional da espécie pelos órgãos ambientais do Ceará, para depois trabalhar o controle, com políticas de vasectomia para os machos, e histerectomia (remoção do útero), para as fêmeas. A procuradora disse que um casal desses roedores se reproduz uma vez por ano e a ninhada é de 4 a 6 filhotes.
A discussão na mesa-redonda abordou estratégias de convivência e manejo para equilibrar preservação e crescimento urbano dessa espécie de roedor semiaquático, que voltou a se estabelecer no ambiente urbano e se tornou “superestrela” nas redes sociais. Sheila Pitombeira afirmou que o comportamento desses animais tem gerado curiosidade, mas também alertas sobre interações humanas e riscos à segurança.
Especialistas recomendam manter distância porque as capivaras têm mordida forte e podem abrigar carrapato estrela, transmissor de doenças graves, como a febre maculosa. Além disso, em áreas urbanas, os animais ficam expostos a atropelamentos e ataques de cães.
(Por Elizabeth Rebouças)

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