Suspensão da Lei da Dosimetria é “ataque à democracia e Poderes”, diz Caiado
Ronaldo Caiado critica a suspensão da Lei da Dosimetria pelo STF, classificando-a como um ataque à democracia e à separação dos Poderes no Brasil. O post Suspensão da Lei da Dosim...
POR SOBRAL ONLINE
Publicado em 12/05/2026 às 20:36

O cenário político nacional foi palco de uma nova e acalorada discussão neste sábado, com o pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), vindo a público para criticar veementemente a suspensão da Lei da Dosimetria. A decisão, proferida pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), foi classificada por Caiado como um “ataque à democracia” e uma “violação à separação dos Poderes”.
Em nota divulgada, o ex-governador de Goiás não poupou termos, descrevendo a medida como “deplorável” e alertando para os riscos que ela representa ao equilíbrio institucional do país. A controvérsia reacende o debate sobre os limites da atuação de cada Poder e as consequências para a estabilidade democrática brasileira.
A controvérsia em torno da Lei da Dosimetria
A decisão que gerou a reação de Caiado partiu do ministro Alexandre de Moraes, sorteado na noite anterior como relator das ações que questionavam a Lei da Dosimetria. Moraes optou por suspender a aplicação da legislação até que o plenário do STF possa analisar o mérito de duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs).
Essas ADIs foram ajuizadas por importantes entidades, como a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a federação Psol-Rede, indicando a amplitude do debate jurídico e político em torno da lei. A suspensão monocrática, antes da análise colegiada, é um ponto central da crítica do pré-candidato.
A visão de Caiado: ataque à democracia e ativismo judicial
Ronaldo Caiado enfatizou que a Lei da Dosimetria foi aprovada por “ampla maioria no Congresso Nacional”, o que, em sua análise, confere à legislação uma legitimidade representativa inquestionável. Para ele, a suspensão dessa lei por uma decisão individual de um ministro do STF configura um “ataque à democracia e à separação dos Poderes”.
O pré-candidato argumentou que a medida de Moraes “ultrapassa os limites da relação institucional”, caracterizando-a como um exemplo de “ativismo judicial”. Segundo Caiado, essa postura do judiciário não apenas aflora, mas aprofunda a radicalização na política e favorece a polarização dos extremos, desviando o foco dos problemas reais da população e dos debates essenciais ao processo eleitoral.
O embate entre Poderes e o futuro político
A crítica de Caiado se estendeu à dinâmica atual entre o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional. Ele descreveu a situação como um “jogo de gato e rato”, um “faz e desfaz” que considera inaceitável para uma democracia que almeja maturidade. A constante tensão entre os Poderes, na visão do pré-candidato, prejudica a governabilidade e a capacidade do país de avançar.
O ex-governador também lamentou que o foco do debate público esteja sendo desviado para questões como os eventos de 8 de janeiro, em detrimento de discussões sobre o futuro do Brasil. Ele defendeu que “estimular um debate sem fim sobre o 8 de Janeiro, passando por cima dos representantes eleitos pelo povo ao Congresso, é condenar o Brasil a não ter futuro”. Caiado reforçou a necessidade de um “ponto final” nessa “queda de braço” para que o país possa se concentrar em seus desafios e no processo eleitoral de forma construtiva.
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