Soroterapia sem indicação médica não tem eficácia comprovada, diz Anvisa
A soroterapia, procedimento que consiste na aplicação intravenosa de vitaminas, nutrientes, medicamentos e outras substâncias, tem ganhado popularidade nas redes sociais com promes...
POR A NOTICIA DO CEARÁ
Publicado em 19/07/2026 às 08:00
A soroterapia, procedimento que consiste na aplicação intravenosa de vitaminas, nutrientes, medicamentos e outras substâncias, tem ganhado popularidade nas redes sociais com promessas de aumento de energia, fortalecimento da imunidade, rejuvenescimento e efeito “detox”. No entanto, não há evidências científicas que comprovem esses benefícios em pessoas saudáveis.
A administração de substâncias diretamente na veia deve ser realizada com indicação de um profissional de saúde e em situações específicas. Por exemplo, casos de desidratação, pacientes internados ou pessoas que não conseguem receber nutrientes pela alimentação.
Danos
Fora dessas condições, estudos científicos não comprovam que a soroterapia seja capaz de prevenir doenças, melhorar a saúde ou aumentar o bem-estar de indivíduos sem deficiências nutricionais diagnosticadas. O procedimento também pode apresentar riscos, incluindo infecções, reações alérgicas e outras complicações relacionadas à aplicação intravenosa.

O uso excessivo de vitaminas também é um ponto de atenção. A hipervitaminose, causada pelo excesso desses nutrientes no organismo, pode provocar sintomas como náuseas, vômitos e dores de cabeça, além de alterações no funcionamento do fígado e dos rins.
Apesar de serem importantes para o funcionamento do corpo, as vitaminas devem ser utilizadas de acordo com a necessidade de cada pessoa e com acompanhamento profissional. A suplementação sem indicação pode causar efeitos adversos.
Cuidados
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é responsável pela regulamentação de medicamentos, suplementos alimentares, produtos para saúde e equipamentos, avaliando critérios como segurança, eficácia, qualidade e regularização sanitária.
Para realizar procedimentos desse tipo, a recomendação é verificar se os produtos utilizados estão regularizados pela Anvisa, se o profissional responsável possui habilitação para a prática e se o procedimento é reconhecido pelo conselho profissional da categoria.
A Anvisa também esclarece que cosméticos são produtos destinados exclusivamente ao uso externo, como aplicação na pele, cabelos, unhas, lábios, dentes ou parte externa da boca. Substâncias aplicadas por injeção não são classificadas como cosméticos e devem ser enquadradas como medicamentos ou dispositivos médicos, com aprovação do órgão regulador para utilização.
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