Senadores aliados de Lula vão relatar PECs da 6×1 e da Segurança no Senado
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), escolheu senadores aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para relatar propostas...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 21/08/2026 às 17:49
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), escolheu senadores aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para relatar propostas consideradas prioritárias pelo Palácio do Planalto.
Omar Aziz (PSD-AM) vai ser o relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) que dá fim da escala 6×1. Por sua vez, Rogério Carvalho (PT-SE) vai relatar a PEC da Segurança, que reforça o papel da União na área. Aziz é candidato ao governo do Amazonas com o apoio de Lula e Carvalho vai disputar a reeleição no Senado no palanque do petista.
A previsão é que as duas medidas comecem a ser analisadas pela CCJ do Senado na semana que começa no dia 31 de agosto. O período foi definido como a última semana de esforço concentrado antes das eleições.
Alencar disse que não está definido se as duas propostas terão acordo para serem votadas pela comissão e pelo plenário antes do fim das eleições. As medidas já foram aprovadas pela Câmara e, se não forem alteradas pelo Senado, podem entrar em vigor. O governo Lula deseja aprová-las antes do pleito e vê as iniciativas como trunfo eleitoral.
– O relator apresenta sempre, como é regimental, um plano de trabalho, e esse plano de trabalho vai ser lido e aprovado na CCJ no período da semana de esforço concentrado e a partir dele vamos ver os passos que serão dados – disse o presidente da CCJ do Senado ao GLOBO.
Na quarta-feira, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União–AP), assinou os despachos para iniciar a tramitação na Casa da PEC do fim da 6×1 e da PEC da Segurança
As propostas estavam paradas há meses na mesa do presidente do Senado. A PEC da Segurança esperava encaminhamento desde março e que a acaba com a 6×1 desde maio.
As propostas foram destravadas após a retomada de diálogo entre Alcolumbre e o presidente Lula, cuja relação estava bastante estremecida desde a indicação do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitada posteriormente pelo Senado.
Nas últimas semanas, os dois tiveram três reuniões e Alcolumbre já havia dito publicamente que determinaria o encaminhamento das pautas.