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Regional / 09.06.2026

Senado adia debate sobre fim da escala 6×1 e PEC alternativa é barrada na CCJ

jornada - O Senado adia discussões sobre o fim da escala 6x1. Presidente da CCJ, Otto Alencar, barra PEC alternativa e aguarda outras propostas. O post Senado adia debate sobre fi...

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POR SOBRAL ONLINE

Publicado em 09/06/2026 às 22:26

Senado adia debate sobre fim da escala 6×1 e PEC alternativa é barrada na CCJ
© FONTE: Sobral OnLine
Imagem gerada com IA

O futuro da jornada de trabalho no Brasil segue em compasso de espera no Senado Federal. Nesta terça-feira, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA), confirmou que não pautará a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pela oposição, que visa criar um regime alternativo ao fim da escala 6×1. A decisão de Alencar adiciona mais um capítulo à complexa discussão sobre as mudanças na legislação trabalhista do país.

A justificativa para a não pauta da PEC alternativa, que propõe um regime flexível baseado em horas trabalhadas, é a existência de outras propostas sobre o mesmo tema que ainda estão em fase de negociação. Além disso, o texto da oposição foi protocolado em “última hora”, no dia 28 de maio, o que, segundo o presidente da CCJ, inviabiliza sua tramitação neste momento. A indefinição gera pressão por parte de senadores da oposição e setores empresariais, ansiosos por avanços na matéria.

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PEC da oposição encontra obstáculo na CCJ

A proposta de emenda constitucional apresentada por senadores da oposição, que buscava estabelecer um regime flexível para a jornada de trabalho, não encontrará espaço na pauta da Comissão de Constituição e Justiça. Otto Alencar, que preside o colegiado, explicou que a prioridade recai sobre outros textos que estão sendo debatidos e articulados nos bastidores do Congresso Nacional. A decisão reflete a cautela em lidar com um tema de grande impacto social e econômico, que exige consenso e ampla discussão.

Apesar da pressão, não há, até o momento, qualquer perspectiva de datas para a deliberação de propostas relacionadas às alterações na escala e na jornada trabalhista. Este cenário de incerteza mantém em aberto as expectativas sobre como o Senado irá conduzir as reformas que podem redefinir as relações de trabalho no país.

Impasse e negociações nos bastidores do Senado

O ambiente político em torno da reforma da jornada de trabalho é de intensa articulação. Otto Alencar tinha um encontro agendado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para discutir o tema, mas a reunião foi desmarcada. Alcolumbre, por sua vez, esteve reunido com o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, e outras lideranças na Residência Oficial do Senado, embora nenhum anúncio oficial tenha sido feito após o encontro.

Esses movimentos nos bastidores indicam que as negociações estão em curso, buscando um alinhamento entre as diversas forças políticas e os interesses envolvidos. A complexidade do tema exige um cuidadoso processo de diálogo para evitar impasses e garantir que as propostas avancem com o devido respaldo.

A proposta aprovada na Câmara e a preferência de Otto Alencar

Uma das propostas em destaque é a PEC articulada pelo Planalto em conjunto com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Este texto já foi aprovado em dois turnos na Câmara dos Deputados com ampla maioria, inclusive com apoio da oposição. A proposta estabelece uma escala 5×2, com uma jornada de trabalho de até 40 horas semanais, e prevê um prazo de até 14 meses para sua implementação após a promulgação.

Agora, a matéria segue para análise no Senado, mas ainda aguarda um despacho, que também depende da chancela de Alcolumbre, para chegar à CCJ. Apesar da relevância do texto vindo da Câmara, Otto Alencar manifestou preferência por outra PEC que também aborda o fim da escala 6×1. Esta proposta já foi aprovada na CCJ e está pronta para deliberação no plenário do Senado desde o final do ano passado. Ela prevê a redução progressiva da jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais, com dois dias de descanso.

Aguardando a pauta: o futuro da jornada de trabalho

Apesar de sua preferência, Otto Alencar tem cobrado Davi Alcolumbre para que paute a PEC que já passou pela CCJ e está pronta para plenário. No entanto, assim como as demais propostas, não há, até o momento, qualquer previsão de andamento para esta matéria. O cenário atual indica que a discussão sobre a jornada de trabalho no Senado ainda passará por diversas etapas de negociação e articulação política antes de chegar a uma conclusão.

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