Segundo turno define governadores em cinco estados e no Distrito Federal
O segundo turno das eleições desse domingo (25) definiu os novos governadores de cinco estados e do Distrito Federal, com vitórias que combinaram reeleições, retornos ao comando do...
POR O ESTADO
Publicado em 25/10/2026 às 21:31
O segundo turno das eleições desse domingo (25) definiu os novos governadores de cinco estados e do Distrito Federal, com vitórias que combinaram reeleições, retornos ao comando dos Executivos estaduais e viradas em relação ao primeiro turno. Entre os vencedores estão Celina Leão (DF); Cadu Xavier (PT); Vicentinho Júnior (TO); Lorenzo Pazolini (ES); Mailza Assis (AC) e Omar Aziz (AM).
No Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), mais conhecido como Cadu de Lula, foi eleito e vai governar o estado pelos próximos quatro anos. Com 99,93% das urnas apuradas, ele obteve 50,77% dos votos válidos. Seu adversário, o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União Brasil), teve 49,23%.
No Distrito Federal, Celina Leão (PP) garantiu a permanência no Palácio do Buriti ao derrotar Leandro Grass (PT). Com mais de 90% das urnas totalizadas, ela registrava cerca de 57,2% dos votos válidos, contra 42,8% do adversário, resultado que já tornava a disputa matematicamente definida.
Esta foi a primeira eleição em que Celina concorreu diretamente ao cargo de governadora. Ela havia sido eleita vice-governadora na chapa de Ibaneis Rocha (MDB) em 2022 e assumiu definitivamente o comando do Distrito Federal em março deste ano, após a renúncia do titular. Antes disso, exerceu mandatos de deputada distrital e federal.
No Tocantins, Vicentinho Júnior (PSDB) venceu a senadora Professora Dorinha (União Brasil) e protagonizou uma das principais viradas do segundo turno. O deputado federal foi declarado matematicamente eleito pelo Tribunal Superior Eleitoral.
A vitória reverteu o resultado da primeira etapa da eleição. Em 4 de outubro, Professora Dorinha havia terminado na frente, com 45,52% dos votos válidos, ante 43,94% de Vicentinho Júnior. A diferença entre os dois foi de pouco mais de 13 mil votos. No intervalo entre os turnos, o candidato tucano ampliou alianças e conseguiu superar a adversária.
No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos), ex-prefeito de Vitória, derrotou o governador Ricardo Ferraço (MDB). Com 92,67% das urnas apuradas no momento em que a eleição foi projetada, Pazolini tinha 51,98% dos votos válidos, enquanto Ferraço somava 48,01%.
Pazolini já havia chegado perto de encerrar a disputa no primeiro turno, quando recebeu 49,65% dos votos válidos. A vitória confirma o avanço do Republicanos no estado e impede a continuidade de Ferraço, que havia assumido o governo em abril após a saída de Renato Casagrande para disputar uma vaga no Senado.
No Acre, Mailza Assis (PP) confirmou a vantagem construída no primeiro turno e conquistou um mandato próprio à frente do Executivo estadual. Ela derrotou Alan Rick (Republicanos) com cerca de dois terços dos votos válidos. Com mais de 80% das urnas apuradas, Mailza aparecia com pouco mais de 66%, ante aproximadamente 34% do adversário.
Mailza já exercia o cargo de governadora desde abril, quando assumiu após a renúncia de Gladson Cameli, de quem era vice. No primeiro turno, havia alcançado 49,76% dos votos válidos, ficando muito próxima de vencer sem a necessidade de uma segunda rodada. Alan Rick avançou com 32,27%.
No Amazonas, o senador Omar Aziz (PSD) voltou a conquistar o governo estadual ao derrotar Professora Maria do Carmo (PL). Com mais de 85% das urnas apuradas, Aziz alcançava aproximadamente 60% dos votos válidos, contra cerca de 40% da adversária, diferença suficiente para confirmar a vitória. O resultado marca o retorno de Omar Aziz ao Executivo amazonense. Ele já havia comandado o estado entre 2010 e 2014 e, posteriormente, foi eleito para o Senado. No primeiro turno deste ano, também terminou na liderança, com 40,6% dos votos válidos, enquanto Maria do Carmo avançou à segunda etapa com cerca de 24,5%.
Os resultados estaduais mostram cenários distintos. Distrito Federal e Acre optaram pela continuidade de governadoras que já estavam no exercício do cargo, enquanto Amazonas reconduziu um ex-governador ao Executivo. Tocantins registrou uma virada entre os dois turnos e o Espírito Santo confirmou a vantagem de um candidato que havia ficado a poucos décimos de vencer na primeira rodada.
Com a definição dessas disputas, o segundo turno completa o mapa dos governos estaduais para o próximo mandato e também redesenha forças partidárias e alianças regionais que terão peso na relação entre os estados, o Congresso e o próximo governo federal.
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