Sóstenes declara R$ 500 mil em dinheiro vivo ao TSE; quase R$ 470 mil seguem apreendidos pela Polícia Federal
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), declarou à Justiça Eleitoral possuir R$ 500 mil em dinheiro em espécie. Desse total, R$ 468 mil foram apreendidos p...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 28/07/2026 às 19:57
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), declarou à Justiça Eleitoral possuir R$ 500 mil em dinheiro em espécie. Desse total, R$ 468 mil foram apreendidos pela Polícia Federal durante a Operação Galho Fraco, deflagrada em dezembro do ano passado. A PF investiga se a justificativa apresentada pelo parlamentar para a origem dos recursos corresponde aos fatos.
Na declaração de bens entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Sóstenes informou patrimônio de R$ 600 mil, formado por um terreno avaliado em R$ 100 mil e pelos R$ 500 mil em espécie. No documento, o deputado afirma que o dinheiro é resultado da venda de um imóvel, registrada por escritura pública e contrato particular de compra e venda.
Ao comentar a declaração, o parlamentar confirmou que os R$ 500 mil informados ao TSE correspondem ao montante apreendido pela Polícia Federal. Segundo ele, os valores permanecem sob custódia da PF, mas serão recuperados por meio da Justiça.
“Lógico que vou reaver, o dinheiro é lícito. Os advogados estão aguardando as audiências”, afirmou.
A Polícia Federal, entretanto, apura se o deputado e pessoas ligadas a ele teriam construído uma versão falsa para justificar a origem dos R$ 468 mil encontrados durante a operação. No início deste mês, uma nova fase da investigação cumpriu mandados de busca e apreensão contra aliados de Sóstenes. De acordo com a PF, há indícios de tentativa de ocultação ou alteração de provas relacionadas ao inquérito que investiga um suposto esquema de desvio de recursos da cota parlamentar da Câmara dos Deputados por meio de contratos de locação de veículos.
Quando a quantia foi apreendida, em dezembro, Sóstenes afirmou que o dinheiro era proveniente da venda de um imóvel localizado em Ituiutaba (MG) e que ainda não havia sido depositado em razão da rotina de trabalho.
“O valor encontrado é oriundo de contrato limpo, venda de um imóvel. Quem quer viver de dinheiro de corrupção não mantém dinheiro lacrado. É dinheiro lícito. Eu recebi o dinheiro recentemente e, com a correria do trabalho, acabei não fazendo o depósito”, declarou o deputado na ocasião.