Síndrome do coração partido: emoção intensa pode provocar alterações no coração
A relação entre emoções e saúde cardiovascular voltou a chamar atenção após ganhar repercussão o debate sobre a chamada síndrome do coração partido. Embora o nome pareça apenas uma...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 05/06/2026 às 20:25
A relação entre emoções e saúde cardiovascular voltou a chamar atenção após ganhar repercussão o debate sobre a chamada síndrome do coração partido. Embora o nome pareça apenas uma expressão popular, a condição é reconhecida pela medicina e pode causar sintomas semelhantes aos de um infarto.
Conhecida cientificamente como cardiomiopatia de Takotsubo, a síndrome ocorre quando uma situação de forte impacto emocional ou físico afeta temporariamente o funcionamento do músculo cardíaco. Episódios de luto, perdas familiares, separações, acidentes e momentos de estresse extremo estão entre os principais fatores associados ao problema.
De acordo com especialistas, a liberação intensa de hormônios do estresse, como a adrenalina, pode provocar alterações na capacidade de bombeamento do coração, levando ao surgimento de sintomas que exigem avaliação médica imediata.
Entre os sinais mais comuns estão dor no peito, falta de ar, palpitações, tontura e sensação de aperto no tórax. Como esses sintomas também podem indicar um infarto, a orientação é procurar assistência médica sem demora.
A cardiologista Fernanda Weiler, do Hospital Sírio-Libanês de Brasília e diretora do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida, explica que a síndrome é uma condição temporária e que a maioria dos pacientes apresenta recuperação completa após o tratamento adequado. No entanto, ela ressalta que o quadro pode trazer complicações em alguns casos e não deve ser ignorado.
O tema também reforça a importância dos cuidados com a saúde mental e emocional. Médicos destacam que situações de sofrimento intenso podem produzir efeitos físicos significativos no organismo, evidenciando a conexão entre o equilíbrio emocional e a saúde do coração.
Por isso, além dos cuidados tradicionais com alimentação, atividade física e controle de doenças crônicas, especialistas recomendam atenção aos níveis de estresse e a busca de apoio profissional sempre que necessário para preservar a saúde física e emocional.