Reflexão sobre a obsolescência: o impacto da tecnologia nas gerações
Paulo Elpídio de Menezes Neto reflete sobre a rápida obsolescência das gerações diante do avanço tecnológico e suas implicações sociais. O post Reflexão sobre a obsolescência: o i...
POR SOBRAL ONLINE
Publicado em 26/06/2026 às 19:59

Em um mundo que se transforma a uma velocidade sem precedentes, a sensação de que o tempo nos ultrapassa e nos torna obsoletos é uma realidade cada vez mais palpável. Essa é a profunda reflexão proposta por Paulo Elpídio de Menezes Neto, cientista político e articulista, que analisa a vertiginosa evolução tecnológica e suas consequências para as diferentes gerações.
A percepção de que sua própria geração, e até mesmo as que a sucedem, estão em um caminho irrecorrível para a obsolescência, é o ponto de partida para uma análise sobre como as novas dinâmicas sociais e políticas redefinem o papel do indivíduo na sociedade contemporânea.
Acelerada transformação e o sentimento de obsolescência
Menezes Neto observa que, em um curto espaço de tempo, o mundo passou por uma metamorfose radical. Aqueles que, como ele, pertencem a gerações anteriores, sentem-se à margem de um universo onde o vocabulário e as habilidades exigidas são constantemente renovados. Mesmo os mais jovens, hoje cheios de vitalidade e adaptados às novidades, um dia enfrentarão o mesmo destino.
A vaidade e a saúde restantes de indivíduos mais velhos, embora presentes, parecem insuficientes para acompanhar o ritmo imposto pelos novos atores sociais e políticos. A tentativa de usar a linguagem dos tempos atuais, sem uma compreensão profunda, revela a distância entre as gerações e as novas realidades.
O desafio da compreensão tecnológica e social
A discussão sobre temas complexos como algoritmos e a necessidade de controles sociais para domá-los, quando proferida por figuras políticas tradicionais, soa como um eco distante. O autor compara essa situação à expectativa de que um pároco disserte sobre dogmas teológicos complexos, evidenciando a desconexão entre o discurso e a verdadeira expertise necessária para abordar tais assuntos.
Neste cenário, empresários, políticos, intelectuais e bacharéis, muitos produzidos em massa por instituições de ensino, frequentemente se aventuram a discorrer sobre ciência e tecnologia sem o devido conhecimento. Eles se apropriam de metáforas, mas falham em demonstrar uma compreensão genuína dos temas que abordam.
A decodificação dos segredos da criação
O articulista sugere que, neste quarto de século, a humanidade parece ter desvendado os próprios segredos da Criação, como se a “Fórmula de Deus” tivesse sido decodificada e caído em posse dos mortais. Essa aceleração do conhecimento trouxe à tona uma nova leva de pensadores e inovadores, dotados de habilidades inesperadas, que questionam os propósitos divinos e a própria engenharia da vida.
Essa “gentinha curiosa” não hesita em apontar as imperfeições da “Obra” de Deus e a complexidade da criação, desafiando paradigmas estabelecidos e impulsionando uma reavaliação constante do que se entende por existência e propósito.
Democracia, crítica e os direitos essenciais
Em meio a essa transformação, a democracia surge como um pilar fundamental, oferecendo as imunidades necessárias para que as criaturas “expertas” reivindiquem seus direitos à equidade e a certas virtudes essenciais. Menezes Neto pondera que o Criador distribuiu esses dotes com moderação, talvez por receio de seu uso indevido.
Apesar dos desafios, a grande virtude da democracia reside na permissão para discordar e criticar dogmas sem o risco de perseguição ou encarceramento. Essa liberdade de pensamento e expressão é crucial para navegar em um mundo onde as certezas são constantemente postas à prova. Para mais informações sobre o cenário político e social, acesse Agência Brasil.
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