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Ceará / 03.09.2026

Recém-aprovado, incentivo a data centers depende de manobra orçamentária para sanção

Texto não abrange projeto de lei aprovado nesta semana. Caso presidente Lula (PT) sancione nova lei sem previsão, corre risco de violar LRF The post Recém-aprovado, incentivo a dat...

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POR O ESTADO

Publicado em 03/09/2026 às 14:19

Recém-aprovado, incentivo a data centers depende de manobra orçamentária para sanção
© FONTE: O Estado

O incentivo a data centers aprovado na terça-feira (1º) ainda depende da aprovação de uma exceção orçamentária, que está na pauta de votação nesta quinta-feira (3) mas enfrenta resistência na Câmara dos Deputados.

A lei orçamentária de 2026 destinava R$ 5,2 bilhões em renúncias fiscais à medida provisória que criou o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center), caducada em março. O texto não abrange o projeto de lei aprovado nesta semana. Caso o presidente Lula (PT) sancione a nova lei sem essa previsão, corre o risco de violar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

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Para contornar o obstáculo, congressistas precisam votar o projeto de lei complementar (PLP) 74/2026, do deputado José Guimarães (PT-CE), que abre exceção para renúncias já previstas no Orçamento e menciona o Redata. No entanto, o relator, deputado Isnaldo Bulhões
(MDB-AL), trocou o incentivo aos data centers por uma isenção fiscal para resseguradoras.

Isenção PIS/Cofins e IPI
O Redata garante isenção de PIS/Cofins e IPI, além de alíquota zero de importação por cinco anos para bens de capital sem similar nacional. Ambientalistas e sindicatos criticam o texto devido à autorização para uso de gás natural nos complexos e à redução de contrapartidas no Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A cifra da renúncia fiscal deve diminuir a partir de 2027, quando o IPI será substituído pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) por causa da reforma tributária.

A manobra para inclusão do programa de data centers no projeto de lei complementar havia sido acordada na terça, antes da votação no plenário do Senado, quando o relator do Redata, senador Cid Gomes (PDT-CE), reuniu-se com Guimarães para viabilizar o texto.

Agora o governo e a liderança da Câmara tentam incluir novamente o benefício no PLP 74. Os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e do Planejamento, Bruno Moretti, entraram nas negociações com o relator para defender o dispositivo.

Uma coalizão de 11 frentes parlamentares e 34 entidades empresariais, que inclui desde grupos de tecnologia até empresas de gás natural, também atua em Brasília em favor do benefício.

A inclusão de resseguradoras por Isnaldo Bulhões encontra eco na atuação do deputado anteriormente. Ele é o autor do PL 3.540/2026, que reduz a carga tributária do setor de resseguro local para aumentar a competitividade do setor frente a empresas estrangeiras.

Apesar da expectativa de sanção em 15 dias úteis, o programa ainda dependerá de decreto do Poder Executivo para regulamentar a lista de bens, os critérios de habilitação e as regras de sustentabilidade. “O governo diz que já existe uma minuta adiantada do decreto regulamentador”.

Nesta sexta-feira (4), empresas do setor devem pleitear a isenção do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) no Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária). O imposto estadual responde por dois terços da carga tributária sobre data centers, mas a renúncia foi vetada por Santa Catarina na reunião de julho. (Folhapress)

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