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Economia / 02.09.2026

Quem é Fabio Schvartsman, ex-presidente da Vale que assume o comando da CSN após Brumadinho

Mineradora CSN registra vazamento em tubulação A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) informou nesta quarta-feira (2) que Benjamin Steinbruch deixará a presidência executiv...

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POR G1 ECONOMIA

Publicado em 02/09/2026 às 19:28

Quem é Fabio Schvartsman, ex-presidente da Vale que assume o comando da CSN após Brumadinho
© FONTE: G1 Economia


Mineradora CSN registra vazamento em tubulação A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) informou nesta quarta-feira (2) que Benjamin Steinbruch deixará a presidência executiva da companhia e passará a comandar o Conselho de Administração. A partir desta quinta-feira (3), Fabio Schvartsman, ex-presidente da Vale, assumirá o cargo de presidente executivo da CSN. O executivo volta ao comando de uma das maiores empresas do país sete anos depois de deixar a presidência da Vale, em meio aos desdobramentos do rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais. Schvartsman é formado e pós-graduado em Engenharia de Produção pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e também tem pós-graduação em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Antes de chegar à Vale, construiu uma carreira de décadas em grandes empresas. Trabalhou por 10 anos na Duratex e passou outros 22 anos no Grupo Ultra, onde foi sócio-diretor da Ultra S.A. e diretor financeiro da holding Ultrapar. Deixou o grupo em 2007. Depois, comandou a Telemar Participações e a San Antonio Internacional. Em 2011, assumiu a presidência da Klabin, fabricante de papel e celulose, onde permaneceu até 2017. Chegada à Vale Schvartsman assumiu a presidência executiva da Vale em 23 de maio de 2017, aos 63 anos, sucedendo Murilo Ferreira. Sua escolha ocorreu após um processo conduzido com base em uma lista preparada pela consultoria Spencer Stuart. Na Vale, chegou com o objetivo de liderar uma reorganização da empresa e direcionar suas ações para uma carteira voltada ao Novo Mercado da bolsa de valores. Durante sua gestão, a companhia também aumentou os recursos destinados à segurança de barragens e reformulou o controle de riscos em parceria com a consultoria Deloitte. Outra diretriz adotada durante sua gestão foi a chamada "Mariana nunca mais", em referência ao rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em 2015. Brumadinho interrompe gestão na Vale O período de Schvartsman à frente da Vale foi interrompido pelo rompimento da Barragem I da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, em 25 de janeiro de 2019. O desastre deixou 270 mortos e provocou graves danos ambientais. Cerca de um mês depois da tragédia, Schvartsman deixou a presidência da Vale. Eduardo Bartolomeo foi escolhido para sucedê-lo ainda naquele ano. Em 28 de março de 2019, Schvartsman prestou depoimento à CPI do Senado que investigava o desastre. Na ocasião, afirmou que a Vale trabalhava com laudos de estabilidade emitidos por auditorias externas e que não tinha informações prévias sobre qualquer risco de perigo iminente. Também afirmou que a empresa estava fazendo pagamentos emergenciais aos atingidos. Processo criminal Os desdobramentos de Brumadinho continuaram depois de sua saída da Vale. Em janeiro de 2023, o Ministério Público Federal denunciou Schvartsman e outras 15 pessoas, e a Justiça Federal aceitou a acusação criminal. Com isso, o executivo se tornou réu por homicídio duplamente qualificado, com dolo eventual, e crimes ambientais. Em março de 2024, o Tribunal Regional Federal da 6ª Região concedeu habeas corpus a Schvartsman e determinou o trancamento das ações penais. O Ministério Público Federal recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em abril de 2026, a Sexta Turma do STJ decidiu, por maioria, restabelecer os processos contra o ex-presidente da Vale. A decisão considerou que havia indícios apresentados pelo Ministério Público Federal de forma suficiente. Em 7 de maio de 2026, Schvartsman foi formalmente reincluído nas ações pela Justiça Federal. O processo contra ele foi separado dos demais réus, com uma ação exclusiva para homicídio e outra para crimes ambientais. Agora, a CSN A mudança para a CSN ocorre enquanto os processos relacionados a Brumadinho continuam. Em 2 de setembro de 2026, o Conselho de Administração da companhia aprovou a escolha de Schvartsman para a presidência executiva. Ele assume o cargo em 3 de setembro, enquanto Benjamin Steinbruch passa a ocupar a presidência do Conselho de Administração da CSN. A chegada marca o retorno de Schvartsman à presidência executiva de uma grande companhia brasileira depois de sua passagem pela Vale, encerrada após a tragédia de Brumadinho. *Reportagem em atualização Fábio Schvartsman, em imagem de arquivo Marcelo Camargo/Agência Brasil

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