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Mundo / 03.07.2026

Quase todos os chefes de governo de La Guaira morreram no terremoto, diz presidente da Venezuela

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, discursa em 8 de janeiro de 2026 durante a cerimônia em homenagem a militares e seguranças venezuelanos e cubanos que m...

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POR G1 MUNDO

Publicado em 03/07/2026 às 14:19

Quase todos os chefes de governo de La Guaira morreram no terremoto, diz presidente da Venezuela
© FONTE: G1 Mundo


A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, discursa em 8 de janeiro de 2026 durante a cerimônia em homenagem a militares e seguranças venezuelanos e cubanos que morreram durante a operação dos EUA para capturar o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores Leonardo Fernandez Viloria/Reuters Quase todos os chefes de governo de La Guaira, na Venezuela, morreram em decorrência do terremoto, disse a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, em coletiva de impresa realizada no noite desta quinta-feira (4). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia "...nós também perdemos funcionários e o trágico é que no estado de La Guaira quase todos os diretores da governadoria faleceram, funcionários de segurança de La Guaira faleceram, funcionários da prefeitura faleceram e os que ficaram vivos estavam ali ajudando no resgate, funcionários militares faleceram...", disse Delcy. “Declaramos um período de luto nacional, mas ainda não concluímos a fase de busca e resgate”, concluiu. ▶️ Contexto: Na noite de 24 de junho, dois terremotos em sequência atingiram a região norte da Venezuela, onde fica Caracas. Além das mortes, os tremores provocaram o desabamento de prédios, destruíram casas e deixaram um rastro de destruição na capital e em cidades vizinhas. Os sismos foram os mais fortes registrados no país em mais de um século. La Guaira, fortemente afetado pelo terremoto, é um estado do centro-norte da Venezuela, na costa do Mar do Caribe, logo ao norte de Caracas. Funciona como a saída marítima da capital e abriga o principal porto e o principal aeroporto do país (o Simón Bolívar, em Maiquetía). Tem cerca de 486 mil habitantes. Segundo números divulgados pelo governo venezuelano, até agora foram confiramadas 2.595 mortes. Ao todo, mais de 26 mil pessoas foram afetadas pelos terremotos, segundo as estimativas mais recentes da Organização das Nações Unidas (ONU). Desse total, 12.841 tiveram de deixar as casas por causa da destruição provocada pelos tremores. Também na quinta-feira, Delcy anunciou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial ofereceram ajuda financeira e linhas de crédito para apoiar a reconstrução das áreas devastadas. Segundo ela, o governo criará, em parceria com o FMI, um fundo de US$ 200 milhões destinado à reconstrução de moradias destruídas. Os recursos serão repassados a empresas responsáveis pelas obras. Um homem sentado em meio aos escombros do terremoto em La Guaira, Venezuela, segunda-feira, 29 de junho de 2026 AP Photo/Matias Delacroix Busca por sobreviventes continua As autoridades venezuelanas e as equipes de apoio estrangeiras seguem à procura de pessoas soterradas pelos escombros das regiões atingidas. Os trabalhos contam com o apoio de equipes especializadas de 31 países, entre eles o Brasil, que enviaram bombeiros e profissionais treinados para atuar nas operações de resgate. Diante da escassez de mão de obra e equipamentos, muitos venezuelanos têm ajudado nas buscas manualmente. Quanto mais o tempo passa, menores são as chances de encontrar pessoas com vida entre os escombros. Especialistas em resposta a desastres afirmam que as primeiras 48 a 72 horas são decisivas para localizar sobreviventes. Depois desse período, as operações costumam se concentrar na retirada de corpos. A emergência humanitária se agrava no país com a falta de alimentos e teto para dezenas de milhares de pessoas que permanecem nas ruas após o duplo terremoto. No estado de La Guaira, o mais devastado, há escassez generalizada de alimentos e os serviços básicos entraram em colapso, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

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