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Ceará / 02.06.2026

Pressão por novos pisos salariais cresce no Senado e preocupa gestores com impacto nas contas públicas

Enquanto prefeitos e lideranças municipalistas se mobilizam contra o aumento das despesas obrigatórias, entidades sindicais intensificam a pressão sobre deputados federais e senado...

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POR CEARÁ AGORA

Publicado em 02/06/2026 às 11:30

Pressão por novos pisos salariais cresce no Senado e preocupa gestores com impacto nas contas públicas
© FONTE: Ceará Agora

Enquanto prefeitos e lideranças municipalistas se mobilizam contra o aumento das despesas obrigatórias, entidades sindicais intensificam a pressão sobre deputados federais e senadores para a aprovação de projetos que criam ou reajustam pisos salariais de diversas categorias do serviço público.

O tema, como relata, no Jornal Alerta Geral, o repórter Isac Rancine, ganhou força no Senado Federal, onde parlamentares de diferentes partidos passaram a cobrar do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), a votação de propostas que estabelecem remuneração mínima para categorias que ainda não possuem piso nacional ou que reivindicam atualização salarial, como garis, enfermeiros e profissionais da educação.

Isac Rancine

DEFINIÇÃO DE PAUTAS

Diante da crescente mobilização, Alcolumbre anunciou que pretende reunir os líderes partidários para organizar a pauta e discutir alternativas de financiamento para as propostas. Até o momento, porém, não há data definida para o encontro.

A discussão ganhou impulso durante a tramitação da Medida Provisória (MP) 1.334/2026, aprovada nesta semana pelo Congresso Nacional, que reajusta o piso dos professores da educação básica pública para R$ 5.130,63 em 2026. Paralelamente, o debate sobre a criação de um piso para os demais profissionais das escolas públicas ampliou ainda mais as reivindicações por valorização salarial.

20 PROJETOS

O Senado reúne, atualmente, pelo menos 20 propostas, entre projetos de lei e propostas de emenda à Constituição, relacionadas à criação ou atualização de pisos salariais para diferentes categorias profissionais.

Embora a Constituição Federal assegure aos trabalhadores o direito a uma remuneração compatível com a complexidade de suas atividades, o principal obstáculo para a aprovação das medidas continua sendo o impacto financeiro sobre os cofres públicos.

CategoriaPropostaPiso previstoSituação
Médicos e cirurgiões-dentistasPEC 2/2026Incluir na Constituição FederalAguarda despacho
Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionaisPL 1.731/2021R$ 4.650 / 30hAguarda análise de emendas
Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionaisPEC 24/2022Incluir na Constituição FederalPronta para votação na CCJ
Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionaisPL 1.904/2023R$ 4.800 / 30hAguarda relator na CCJ
PsicólogosPL 3.086/2024R$ 4.750 / 30hPronta para votação na CDH
NutricionistasPL 5.752/2025R$ 5.000 / 30hAguarda despacho
NutricionistasPL 5.060/2025R$ 5.000 / 30hAguarda despacho
Operadores de telemarketingPLS 447/2016R$ 1.283,59 (valor de 2022)Com relator na CAS
Técnicos e auxiliares em saúde bucalPL 2.504/2019R$ 1.200 (valor de 2019)Aguarda providências na CAS
Técnicos e auxiliares em saúde bucalPL 1.969/2023R$ 2.588Aguarda relator na CCJ
Assistentes sociaisPL 2.693/2020R$ 7.315 / 30hAguarda relator na CCJ
Conselheiros tutelaresPL 662/20194 salários mínimosAguarda relator na CCJ
Profissionais de saúdePL 4.585/20251 salário mínimo / 30hAguarda despacho
Profissionais de saúdePL 6.147/2023Jornada de 36hNa CAE com relator
Médicos veterináriosPL 1.891/2026R$ 7.800 / 44hAguarda despacho
Policiais militares e bombeirosPEC 10/2026Incluir na Constituição FederalAguarda despacho

Fonte: Agência Senado.

GESTORES PREOCUPADOS

A preocupação é compartilhada por prefeitos, governadores e representantes da União, que alertam para o risco de aumento das despesas permanentes sem a correspondente definição de novas fontes de receita.

O presidente do Senado tem adotado um discurso de cautela. Davi Alcolumbre afirma ser favorável à valorização dos servidores, mas ressalta que qualquer iniciativa envolvendo pisos salariais precisa ser construída em entendimento com os governos federal, estaduais e municipais.

“É preciso valorizar as categorias, mas também garantir responsabilidade fiscal. As contas precisam fechar”, tem sido o recado transmitido pelo presidente do Senado diante das crescentes pressões por reajustes e novos pisos salariais.

(*) Com informações da Agência Senado

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