PP rejeita aliança com o PL, adota neutralidade e impõe nova derrota política a Flávio Bolsonaro
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sofreu mais um revés na tentativa de ampliar sua base de apoio para a disputa eleitoral. O Partido P...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 22/07/2026 às 19:02
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sofreu mais um revés na tentativa de ampliar sua base de apoio para a disputa eleitoral. O Partido Progressistas (PP) decidiu adotar uma posição de neutralidade na corrida presidencial, frustrando a estratégia do PL de atrair a federação formada por PP e União Brasil para a coligação. A decisão foi comunicada pelo presidente nacional da legenda, senador Ciro Nogueira (PI), ao próprio Flávio Bolsonaro e confirmada por aliados do dirigente.
Com a definição do PP, a tendência é que o União Brasil, parceiro da sigla na federação partidária, também permaneça neutro na disputa nacional. A decisão foi consolidada durante reunião da cúpula do PP, realizada em Brasília, quando os dirigentes concordaram em liberar os diretórios estaduais para apoiar os candidatos que julgarem mais convenientes em cada estado.
Na prática, isso significa que o PP poderá apoiar Flávio Bolsonaro em alguns estados, como São Paulo, enquanto em outros poderá caminhar ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como ocorre na Paraíba.
Integrantes da direção nacional do PP afirmam que agora caberá ao presidente do União Brasil, Antonio Rueda, formalizar a posição de neutralidade da federação, embora ele já tivesse sinalizado esse caminho a interlocutores nas últimas semanas.
Sem o apoio da federação União Progressista, o PL passa a concentrar suas negociações no Republicanos, partido presidido por Marcos Pereira. A legenda ainda avalia se permanecerá neutra ou se integrará a coligação de Flávio Bolsonaro.
Nos bastidores, aliados do senador defendem que a economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e recém-filiada ao Republicanos, seja indicada como candidata a vice-presidente na chapa do PL.
As negociações com o Republicanos, porém, enfrentam obstáculos. Entre as condições discutidas para um acordo estão a indicação da vice-presidência pelo Republicanos e o apoio do PL a candidatos da legenda em estados considerados estratégicos. Apesar disso, Marcos Pereira tem manifestado pessimismo quanto à possibilidade de uma aliança nacional, diante das dificuldades para construir um entendimento entre os dois partidos.
A decisão do PP representa mais um obstáculo para a estratégia de Flávio Bolsonaro de reproduzir a ampla aliança de centro-direita construída pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em eleições anteriores e amplia o desafio do PL para consolidar uma coligação competitiva antes do prazo final para o registro das candidaturas.