PGR envia ao STF proposta de delação premiada de empresário que fez repasses ao filme 'Dark Horse'
A Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma proposta de delação premiada do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, dono da Entre ...
POR G1 POLÍTICA
Publicado em 03/09/2026 às 10:20
A Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma proposta de delação premiada do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, dono da Entre Investimentos e Participações. Segundo investigadores, a empresa de Freixo Júnior teria sido usada como intermediária para repassar valores destinados à produção de “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além disso, Freixo Júnior teria entre suas atribuições a busca de moeda para viabilizar pagamentos em dinheiro vivo. O acordo foi assinado no mesmo dia da delação de João Carlos Mansur, dono da gestora Reag, que também firmou colaboração com a PGR no âmbito das investigações do caso Master. As duas propostas foram enviadas ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo, e ainda precisam ser homologadas. O magistrado não tem prazo para responder. Agora no g1 Investimentos no filme Nesta semana, a imprensa revelou que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro fez um adicional de repasse de US$ 1,6 milhão para o filme Dark Horse em setembro de 2025, dias após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje candidato a presidente, cobrar parcelas que estavam atrasadas. Ele se soma a outros seis repasses — dois de US$ 2 milhões e quatro de US$ 1,6 milhão —, realizados até maio de 2025, que já haviam sido noticiados em maio deste ano pelo site The Intercept Brasil, totalizando R$ 61 milhões. Os recursos destinados ao filme eram enviados ao Havengate Development Fund, fundo sediado no Texas que administrava o dinheiro e fazia os repasses à Go Up Entertainment, produtora responsável por “Dark Horse”. O fundo tinha entre seus administradores Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. A informação está em um dos inquéritos da Polícia Federal (PF) sobre o caso. O novo pagamento foi identificado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Flávio vinha afirmando que o último repasse feito por Vorcaro havia sido em maio de 2025, informação agora contrariada pela PF. "Olha só. O último pagamento que ele fez [...] foi em maio de 2025", disse o senador em entrevista à GloboNews quando o caso foi revelado. Segundo as apurações, os repasses de Vorcaro para o filme foram feitos por meio da empresa Entre Investimentos e Participações, de um aliado do ex-banqueiro. A Entre transferia o dinheiro para o fundo Havengate, nos Estados Unidos, controlado por um advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O fundo repassaria o dinheiro para a produtora, a empresa Go Up. Em maio deste ano, quando a relação entre Flávio e Vorcaro veio a público, o Intercept divulgou um áudio em que o senador pedia o dinheiro para o ex-banqueiro.