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Ceará / 09.06.2026

PF e CGU aprofundam investigação sobre supostas fraudes em licitações e desvios de R$ 29 milhões em cinco prefeituras do Ceará

Após cumprir mandados de busca e apreensão, recolher documentos e apreender equipamentos eletrônicos, a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) entram em uma no...

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POR CEARÁ AGORA

Publicado em 09/06/2026 às 19:01

PF e CGU aprofundam investigação sobre supostas fraudes em licitações e desvios de R$ 29 milhões em cinco prefeituras do Ceará
© FONTE: Ceará Agora

Após cumprir mandados de busca e apreensão, recolher documentos e apreender equipamentos eletrônicos, a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) entram em uma nova fase das investigações que apuram suspeitas de fraudes em licitações e possíveis desvios de recursos públicos federais em municípios do Interior do Ceará.

A operação, batizada de Rota Fantasma, tem como alvo contratos firmados pelas prefeituras de Iracema, Jaguaribe, Jaguaretama, Abaiara e Acopiara, envolvendo locação de veículos e execução de obras. Segundo as investigações, os contratos movimentaram cerca de R$ 29 milhões entre os anos de 2017 e 2023.

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, autorizados pela 18ª Vara da Justiça Federal. A ação teve como objetivo recolher documentos, computadores, celulares e outros materiais que possam ajudar a esclarecer o destino dos recursos federais e identificar eventuais responsáveis pelas irregularidades investigadas.

De acordo com a Polícia Federal, as apurações tiveram início em 2025 após informações repassadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). As investigações apontam que empresas contratadas por órgãos municipais teriam participado de processos licitatórios e recebido valores expressivos dos cofres públicos mesmo sem apresentar estrutura operacional compatível com os serviços contratados.

Os órgãos de controle identificaram ainda movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica das empresas investigadas, o que levantou suspeitas sobre a execução dos contratos.

Outra linha de investigação busca apurar se parte dos recursos recebidos pelas empresas foi posteriormente destinada a agentes públicos que teriam atuado na celebração ou fiscalização dos contratos.

A partir desta quarta-feira (10), os investigadores passam a analisar o material apreendido para aprofundar a apuração sobre possíveis crimes de fraude em licitações, superfaturamento, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

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