Perda de força muscular e caminhada lenta podem indicar maior risco de AVC, aponta estudo com 480 mil pessoas
A perda de massa muscular, o aperto de mão mais fraco e a redução da velocidade ao caminhar podem ser sinais de alerta para um maior risco de acidente vascular cerebral (AVC). A co...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 01/06/2026 às 18:44
A perda de massa muscular, o aperto de mão mais fraco e a redução da velocidade ao caminhar podem ser sinais de alerta para um maior risco de acidente vascular cerebral (AVC). A conclusão é de um amplo estudo publicado na revista científica Stroke, da American Heart Association, que analisou dados de mais de 480 mil adultos do Reino Unido.
Segundo a pesquisa, pessoas com menor força muscular apresentaram 30% mais risco de sofrer qualquer tipo de AVC. O estudo também identificou que a redução da força de preensão manual — medida pela intensidade do aperto de mão — esteve associada a um aumento de 7% no risco da doença.
Outro dado que chamou a atenção dos pesquisadores foi a velocidade da caminhada. Os participantes que caminhavam mais lentamente tiveram um risco 64% maior de AVC em comparação com aqueles que mantinham um ritmo mais acelerado.
Embora o estudo não estabeleça uma relação direta de causa e efeito, os resultados reforçam a importância de observar sinais de fragilidade física que muitas vezes são encarados como consequências naturais do envelhecimento.
Especialistas destacam que sintomas como perda de força, dificuldade para caminhar, redução do condicionamento físico e cansaço excessivo não devem ser ignorados. A avaliação desses fatores pode ajudar médicos a identificar precocemente pessoas mais vulneráveis ao AVC e a outras doenças cardiovasculares.
A pesquisa sugere ainda que testes simples, rápidos e de baixo custo, como a medição da força de preensão manual e da velocidade da caminhada, podem se tornar ferramentas importantes na prevenção e no monitoramento da saúde, especialmente entre adultos e idosos.
O AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo, o que torna a identificação precoce dos fatores de risco uma estratégia fundamental para reduzir complicações e salvar vidas.