Parasitas são encontrados na parte consumida de mais da metade dos peixes analisados
Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) encontraram parasitas em 96% dos 53 exemplares do peixe conhecido como bonito-listado analisados em laboratório. Trat...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 03/09/2026 às 17:51
Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) encontraram parasitas em 96% dos 53 exemplares do peixe conhecido como bonito-listado analisados em laboratório. Trata-se de um tipo de atum e de uma das cinco espécies mais importantes na produção pesqueira mundial.
Em 58,5% dos peixes analisados na pesquisa, os organismos estavam no tecido muscular, a parte que pode ser consumida. Entre os parasitas identificados estava o Anisakis, associado a infecções e reações alérgicas em humanos.
“Esses resultados destacam a importância da inspeção sanitária”, afirma o estudo publicado pela UFSC na revista Ocean and Coastal Research.
Os 53 espécimes de bonito-listrado foram capturados em diversos locais como a região do Rio da Prata, na plataforma continental da Argentina e ao redor das Ilhas Malvinas e analisados por meio de potentes microscópios. A espécie, que é popular, é comercializada, principalmente, em enlatados.
Foram encontrados um total de 1600 vermes, com a maioria encontrada no intestino dos animais, seguida pelo músculo — a parte que comemos — e o estômago. A surpresa dos pesquisadores vem não da presença dos parasitas, mas do número e das localizações em que foram encontrados.
O número preocupa principalmente porque, em 2022, mais de três milhões de toneladas de bonito-litrado foram comercializados. Isso, afirmam os pesquisadores, destaca a importância de realizar a evisceração o mais rápido possível, evitando assim a migração de parasitas para o tecido muscular do peixe, parte que comemos.
“Estes resultados destacam a importância da inspeção sanitária”, alerta o estudo.