Paixão termina em tragédia: pecuarista de 63 anos é acusado de matar ex-namorada de 24 anos
Uma relação amorosa marcada por conflitos, ameaças e uma diferença de 39 anos de idade terminou em tragédia no interior de São Paulo. A jovem Priscila Lacerda Custódio Pribya, de 2...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 29/10/2026 às 14:21
Uma relação amorosa marcada por conflitos, ameaças e uma diferença de 39 anos de idade terminou em tragédia no interior de São Paulo. A jovem Priscila Lacerda Custódio Pribya, de 24 anos, foi assassinada a tiros, na terça-feira (27), após uma discussão com o ex-companheiro, o pecuarista João Roberto Bolelli, de 63 anos. Segundo a Polícia Civil, o homem não aceitava o fim do relacionamento. A Justiça decretou sua prisão preventiva pelo crime de feminicídio, mas ele fugiu após os disparos e ainda não havia sido localizado.
O crime aconteceu na entrada da propriedade rural do pecuarista, no município de Rifaina, a aproximadamente 460 quilômetros da capital paulista. Priscila foi atingida por pelo menos dois tiros, um no braço e outro no tórax, diante de duas testemunhas que tentaram socorrê-la.
A jovem chegou a ser levada para uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos.
JOVEM FOI DEVOLVER CAMINHONETE AO EX-COMPANHEIRO
De acordo com os depoimentos colhidos pela Polícia Civil, Priscila havia decidido encerrar o relacionamento e foi até a propriedade rural para devolver uma caminhonete pertencente ao pecuarista.
Temendo pela segurança da jovem, o irmão e uma amiga decidiram acompanhá-la. Ela teria relatado ameaças anteriores e demonstrado apreensão diante da possibilidade de encontrar o ex-companheiro.
Ao chegar ao local, Priscila discutiu com João Roberto e reafirmou que não desejava continuar o relacionamento.
Segundo as testemunhas, o pecuarista sacou uma arma e disparou contra a jovem. O irmão da vítima também teria sido ameaçado, mas conseguiu escapar.
Após o crime, o suspeito fugiu.
JUSTIÇA DECRETA PRISÃO PREVENTIVA E CITA FUGA DO PECUARISTA
A Vara Única de Pedregulho, responsável pelo caso, determinou a prisão preventiva de João Roberto Bolelli por suspeita de feminicídio.
Na decisão, a Justiça considerou necessária a prisão para assegurar o andamento das investigações e permitir que as testemunhas prestem depoimentos sem possíveis constrangimentos ou intimidações.
O magistrado também classificou a fuga do suspeito como um “ato de covardia”, utilizando a circunstância como um dos fundamentos para a decretação da prisão.
Segundo a Polícia Civil, o pecuarista possui registros anteriores relacionados à violência doméstica e ao descumprimento de medida protetiva.
Esses antecedentes também chamam a atenção das autoridades para o histórico de conflitos envolvendo o suspeito.
PRISCILA FOI SEPULTADA EM MINAS GERAIS
O corpo de Priscila foi sepultado na noite de quarta-feira (28), no Cemitério Municipal de Perdizes, em Minas Gerais.
A morte da jovem, aos 24 anos, evidencia a gravidade da violência contra mulheres que decidem encerrar relacionamentos e passam a enfrentar ameaças ou agressões de ex-companheiros.
No caso investigado, a decisão de Priscila de não continuar a relação teria sido o motivo da discussão que antecedeu os disparos, conforme os relatos apresentados à polícia.
FEMINICÍDIO: QUANDO O FIM DO RELACIONAMENTO É SEGUIDO DE VIOLÊNCIA
O assassinato de Priscila é investigado como feminicídio, crime caracterizado pelo homicídio de uma mulher por razões relacionadas à sua condição de mulher, inclusive em contextos de violência doméstica e familiar.
A legislação brasileira prevê pena de 20 a 40 anos de reclusão para o feminicídio, sem prejuízo de possíveis aumentos de pena previstos em lei.