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Ceará / 21.07.2026

Operação Metástase mira quadrilha que roubava remédios contra o câncer e movimentou R$ 33 milhões

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta terça-feira (21), a Operação Metástase, contra uma organização criminosa especializada no roubo e na revenda de medicamentos onco...

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POR CEARÁ AGORA

Publicado em 21/07/2026 às 08:35

Operação Metástase mira quadrilha que roubava remédios contra o câncer e movimentou R$ 33 milhões
© FONTE: Ceará Agora

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta terça-feira (21), a Operação Metástase, contra uma organização criminosa especializada no roubo e na revenda de medicamentos oncológicos e imunossupressores. Até a última atualização, três pessoas haviam sido presas.

Segundo a Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital, o grupo contava com apoio do Terceiro Comando Puro (TCP), movimentou mais de R$ 33 milhões entre 2025 e 2026 e utilizava empresas de fachada para reinserir os produtos roubados no mercado formal.

A operação busca cumprir cinco mandados de prisão preventiva e 97 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 30 milhões em contas bancárias e o sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens ligados aos investigados.

No Rio, equipes atuaram no Complexo da Maré, onde houve intenso tiroteio e barricadas incendiadas, além de endereços na Baixada Fluminense.

HOSPITAIS PÚBLICOS E PRIVADOS

As investigações apontam que a quadrilha participou de pelo menos 20 roubos semelhantes nos últimos seis meses. Após os ataques, praticados por homens fortemente armados, as cargas eram levadas para áreas dominadas pelo TCP, onde passavam por armazenamento, fracionamento e redistribuição.

Para ocultar a origem dos medicamentos, o grupo recorria a transportadoras, entregadores, “laranjas” e pelo menos 25 empresas de fachada instaladas nos quatro estados investigados. Funcionários de empresas de transporte também teriam sido aliciados para fornecer informações sobre rotas e cargas.

De acordo com a Polícia Civil, os produtos eram revendidos a hospitais privados e até a instituições públicas de saúde, inclusive por meio de processos de contratação, com preços inferiores aos praticados no mercado regular.

PACIENTES EM RISCO

Além do prejuízo financeiro, a polícia alerta para o risco sanitário. Medicamentos oncológicos e imunossupressores exigem controle rigoroso de temperatura e armazenamento. Quando transportados de forma inadequada, podem perder a eficácia, sofrer contaminação ou representar perigo aos pacientes.

A retirada dessas cargas da cadeia regular também pode comprometer o abastecimento e prejudicar tratamentos de pessoas com câncer, transplantadas ou com doenças autoimunes.

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