Operação conjunta mira célula do Comando Vermelho em Alcântaras e Meruoca
Uma operação conjunta do Ministério Público do Ceará (MPCE) e da Polícia Civil do Ceará (PCCE) foi deflagrada nesta terça-feira (28/07) para combater a atuação de uma célula da org...
POR A NOTICIA DO CEARÁ
Publicado em 28/07/2026 às 16:20
Uma operação conjunta do Ministério Público do Ceará (MPCE) e da Polícia Civil do Ceará (PCCE) foi deflagrada nesta terça-feira (28/07) para combater a atuação de uma célula da organização criminosa Comando Vermelho nos municípios de Alcântaras e Meruoca. Batizada de “Dominus”, a ofensiva resultou no cumprimento de 13 mandados de prisão, 28 mandados de busca e apreensão e no bloqueio judicial de um sítio localizado na zona rural de Alcântaras.
As ordens judiciais foram expedidas pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas do Ceará. Segundo os órgãos responsáveis, o imóvel alvo do sequestro judicial teria sido adquirido com recursos provenientes de atividades criminosas.
As investigações foram conduzidas de forma integrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas da Região Norte (Gaeco Norte) e pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas da Região Norte (Draco Norte). Do total de medidas autorizadas pela Justiça, 12 mandados de prisão e 21 de busca e apreensão foram solicitados pela Draco Norte. Já o Gaeco Norte representou por um mandado de prisão, sete mandados de busca e apreensão e pelo bloqueio do imóvel. Todas as ordens foram executadas simultaneamente.

De acordo com as investigações, os suspeitos integrariam uma estrutura criminosa que recebia ordens de integrantes da facção instalados no Rio de Janeiro. O grupo é investigado por crimes como tráfico de drogas, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro, ameaças e incêndios criminosos.
Ainda conforme os investigadores, a organização exerceria controle sobre atividades econômicas em Alcântaras e Meruoca. Empresários eram obrigados a repassar parte dos lucros à facção sob ameaça de morte, enquanto comerciantes também sofriam restrições impostas pelo grupo sobre a comercialização de determinados produtos.
O MPCE informou que o sítio bloqueado durante a operação estava registrado em nome de um terceiro para ocultar o verdadeiro proprietário e viabilizar a lavagem de dinheiro. Segundo o órgão, a medida faz parte da estratégia de descapitalização da organização criminosa, considerada essencial para enfraquecer a atuação do grupo.
A operação foi resultado da atuação coordenada entre Ministério Público e Polícia Civil, que desenvolveram investigações paralelas e compartilharam informações de inteligência para evitar sobreposição de esforços e atingir diferentes núcleos da organização.
As investigações seguem em andamento e tramitam sob segredo de Justiça. O objetivo, segundo os órgãos envolvidos, é identificar e responsabilizar todos os integrantes da organização criminosa que atuam na região.
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