ONS aponta falta de espaço na rede para novas usinas no Nordeste
O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) concluiu que não há capacidade remanescente para acomodar novos projetos de geração nos Nordeste analisados na 1ª Temporada de Acesso...
POR SOBRAL ONLINE
Publicado em 01/09/2026 às 14:58

O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) concluiu que não há capacidade remanescente para acomodar novos projetos de geração nos Nordeste analisados na 1ª Temporada de Acesso de 2026.
O diagnóstico, divulgado na nova nota técnica da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (Pnast), mostra que os limites para exportação de energia da região são atingidos nos cenários de maior produção renovável e que conectar novas usinas exigiria ampliar as restrições impostas aos geradores que já estão em operação ou possuem contratos de uso da rede.
Pelas contas feitas a partir dos empreendimentos relacionados pelo ONS, os projetos de geração cadastrados no Nordeste para 2031 somam cerca de 8,57 GW, segundo levantamento feito a partir dos dados do ONS.
A maior concentração está na Bahia, com cerca de 4,66 GW. Apesar do volume solicitado, os barramentos analisados para esses projetos aparecem com capacidade remanescente igual a zero.
“Para a região Nordeste, os principais fatores sistêmicos limitantes identificados estão associados aos limites de Exportação da região Nordeste e de Exportação conjunta das regiões Norte e Nordeste”, aponta o documento.
Segundo o Operador, o gargalo é principalmente sistêmico. Durante o dia, a produção simultânea das usinas eólicas e solares centralizadas, da micro e minigeração distribuída e de outras fontes aumenta o excedente de energia da região e pressiona os limites de exportação do Nordeste e do conjunto Norte-Nordeste para o Sudeste e Centro-Oeste. À noite, a situação é diferente e os corredores apresentam condições mais favoráveis para o escoamento.
O ONS também faz uma ressalva sobre os cortes de geração, que têm atingido principalmente parques eólicos e solares. Embora o “curtailment” reduza os fluxos nas interligações, o ONS afirma que os cortes não podem ser considerados capacidade disponível para conectar novas usinas.
Segundo a nota, usar essa redução de geração para criar espaço significaria, na prática, permitir novos acessos mediante o aumento ou a redistribuição dos cortes entre empreendimentos que já utilizam a transmissão.
A restrição não se aplica da mesma forma aos empreendimentos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade de 2026. A nota aponta capacidade para os projetos de Rio Largo II, em Alagoas; Camaçari IV e Polo, na Bahia; Suape II, em Pernambuco; e Açu II, no Rio Grande do Norte. Juntos, os acessos representam cerca de 633 MW. O ONS explica que essas usinas estão associadas ao atendimento da ponta, predominantemente em horários noturnos, e por isso precisam ser avaliadas em cenários específicos de despacho.
O quadro também não é definitivo. O ONS manteve nas simulações os empreendimentos que já possuem Cust (Contrato de Uso do Sistema de Transmissão) inclusive aqueles que pediram adesão ao mecanismo de rescisão amigável dos contratos. Foram recebidas 223 solicitações, ainda pendentes de conclusão do processo pela Aneel. Caso parte dessas usinas deixe efetivamente a fila, poderá haver mudança na ocupação da rede nas próximas análises.
Fonte:CNN Brasil
O post ONS aponta falta de espaço na rede para novas usinas no Nordeste apareceu primeiro em Sobral Online.