O mundo vai acabar nesta sexta-feira 13? Estudo antigo de físico volta a repercutir às vésperas da data
O físico Heinz von Foerster, da Universidade de Illinois, previu em 1960 que a humanidade chegaria ao fim em uma sexta-feira 13. E o dia está chegando: segundo o estudo que escreve...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 03/11/2026 às 19:58
O físico Heinz von Foerster, da Universidade de Illinois, previu em 1960 que a humanidade chegaria ao fim em uma sexta-feira 13. E o dia está chegando: segundo o estudo que escreveu há mais de 60 anos, o apocalipse acontece nos próximos dias, em 13 de novembro de 2026.
Baseado na taxa de natalidade, que sairia do controle e causaria a superlotação do planeta Terra, ele parte do pressuposto de que a população cresceria de maneira exacerbada e seria esmagada até a morte. A perspectiva foi publicada na época na revista “Science”.
Esta seria apenas mais uma entre tantas profecias relacionadas ao fim do mundo que já circularam, seja por meio de boatos na internet ou no boca a boca em diversas épocas da história moderna – uma das mais conhecidas, de 2012, que rendeu até um filme com o mesmo nome. Esta atual, que está bem próxima, pode se realizar?
Mundo mudou
Os dados atuais e a crescente queda de nascimentos contrariam a perspectiva de Foerster: um estudo divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2025, por exemplo, apontou uma queda no número de nascimentos entre 2023 e 2024 no Brasil. Segundo dados da pesquisa “Estatísticas do Registro Civil 2024”, foram realizados 2.442.726 registros de nascimentos em cartórios no Brasil.
Do total, 2.376.901 são relativos a crianças nascidas no mesmo ano e registradas até o primeiro trimestre de 2025. Comparados a 2023 (quando houve 2.523.267 nascimentos), os dados em 2024 representam uma queda de 5,8% no número de nascimentos e registros, o que corresponde a uma redução de 146.366 nascimentos.
A queda drástica de nascimentos tem sido uma preocupação para economistas, já que as sociedades estão envelhecendo e a força de trabalho está diminuindo. Esse fato também pressiona ainda mais a inflação, altera a cultura de consumo e pode sobrecarregar programas governamentais destinados a cuidar das populações idosas.
E a médio prazo?
A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) afirma que o declínio das taxas de natalidade vai alterar permanentemente a composição demográfica das maiores economias do mundo durante a próxima década.
Se as previsões se confirmarem, 2064 será o primeiro ano na história moderna em que a taxa de mortalidade global vai ultrapassar a taxa de natalidade. Ou seja, um apocalipse derivado do excesso de pessoas é uma ideia ultrapassada nos dias atuais.
Com informação do site CNN Brasil