O caminho da corrupção
O dito popular de que quem fala muito termina “morrendo pela boca”, se enquadra muito bem com o ex-deputado e presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, quando ao...
POR O ESTADO
Publicado em 21/07/2026 às 22:44
O dito popular de que quem fala muito termina “morrendo pela boca”, se enquadra muito bem com o ex-deputado e presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, quando ao se referir à distribuição dos recursos de Emendas Orçamentárias, terminou deixando escapar que essa não é uma atribuição constitucional de parlamentares, mas sim de qualquer liderança partidária, mesmo sem mandato. Com isso, o conhecido “ficha suja” terminou revelando uma grave inconstitucionalidade, também por ele praticada. Seu monumental escorregão não poderia causar outra reação a não ser de indignação, sendo que os mais atingidos foram deputados e senadores, não se sabendo, ao certo, se isso chega a atingir políticos sem mandato, embora seja possível posto que, a lei não diferencia os seus violadores. Como não poderia deixar de acontecer, a atitude de Valdemar poderia permanecer ignorada, mas viralizou indo parar na mesa do ministro Flávio Dino, responsável por desmascarar tramóias praticadas por lideranças com e sem o manto protetor da imunidade parlamentar. Rigorosamente dentro do seu papel, o ministro deu prazo de 10 dias para dirigentes de partidos fornecerem informações sobre deputados e senadores do baixo clero que misturam atribuições do mandato à prática dolosa da corrupção, inicialmente por desvio de conduta moral, e posteriormente pelo costume do hábito. Tais intromissões no curso do tempo modificou-se à luz de consequências remotas facilitadas pela impunidade. A intenção era uma, mas a dinâmica das facilidades delituosas tornou-se mais relevante.
Morte e ressurreição. Na possibilidade, mesmo que remota de Ciro Gomes apoiar Ronaldo Caiado, haverá um racha antecipado no PSD que tem como candidato a vice de Caiado, Gilberto Kassab. Esse novo quadro mata a candidatura de Domingos Filho como vice de Elmano, e ressuscita o deputado Eunício Oliveira que se encontrava a beira do abismo, como possível companheiro de chapa do governador.
Descentralização do PIB. Herdeira política do prefeito de Quixeramobim, Cirilo Pimenta, a candidata à Assembléia Legislativa Manoela Pimenta pretende defender com prefeitos do Sertão Central, a descentralização do PIB estadual, medida que se torna urgente para acabar com uma distribuição de 60% do Orçamento para a Região Metropolitana de Fortaleza, e 40% para os demais183 municípios do estado. Trata-se de uma proposta eficaz e inteligente que poderia ser aperfeiçoada invertendo-se a ordem de distribuição.
Michelle acusa direita. Em mais uma declaração em que deixa explicita a sua posição crítica aos atos da direita e do PL no Ceará, a ex-primeira-dama Michelle acusa as manobras que vêm sendo tramadas para apoiar Ciro Gomes. Agravando a sua indignação, ela afirma com todas s letras que a direita do Ceará “está sendo vendida”. Na verdade ela gostaria de fazer da deputada Priscila Costa a candidata do PL ao senado federal, e escolheu Ciro como seu principal adversário com raiva dos seus correligionários que apóiam a aliança PL-PSDB.
Agravando. Para agravar ainda mais a sua indignação, a ex-primeira dama está transformando o candidato tucano no seu “cavalo de batalha”. Se não começou bem o relacionamento dos dois não vai acabar bem. Mas tem uma explicação. Sem um gancho para segurar diatribes, Michele atira em Ciro a farofa que de direito seria para Flávio Bolsonaro que a destronou da presidência do PL Mulher.
Agricultura forte. Está se tornando cada vez mais confirmado que a nova Agricultura Familiar praticada no Nordeste, tendo como destaque o Ceará, caminha para tornar um setor mais produtivo do que o Agronegócio, que beneficia mais os grandes grupos empresariais. A declaração foi do deputado Luiz Gastão, na Expocrato que deveria ter ficado calado para não dizer besteira.
Retomada discreta. Ficou decidido na Convenção Nacional do PDT, o apoio a candidatura do presidente Lula, para tranqüilidade do deputado André Figueiredo que navegava sem informações seguras sobre o destino do seu partido na próxima eleição. Lupi depois do escândalo na previdência ficou na corda bamba, mergulhado em incertezas.
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